O último dia de 2016 terá um segundo extra e isso pode afetar seu computador

Por Redação | 13 de Julho de 2016 às 09h49
photo_camera Divulgação

Em 2015, o dia 30 de junho ficou marcado por ter ganhado um segundo adicional e pairou pela rede o medo de que isso “quebrasse” a internet, já que as inúmeras redes conectadas mundialmente pela web são sincronizadas com relógios atômicos e a mínima alteração (mesmo sendo de apenas um segundo) pode afetar servidores de todo o mundo. Em 2016, o problema voltará à tona, e o anúncio foi feito na semana passada pelo Serviço Internacional de Sistemas de Referência e Rotação da Terra (IERS), que disse que o dia 31 de dezembro contará com um segundo adicional. Explicando: em vez dos relógios seguirem de 23h59m59s diretamente para as 00h, eles contarão o segundo 23h59m60s antes de exibir a chegada da meia-noite.

Essa prática já aconteceu 25 vezes desde 1972, tendo sido adicionados até o ano presente um total de 26 segundos, e em 2012 a adição de um segundo prejudicou diversos servidores e quebrou grandes sites da web por algumas horas, incluindo os populares Reddit, Foursquare e LinkedIn, que não haviam se preparado antecipadamente para a mudança no relógio. Isso porque os servidores não sabem como proceder quando o mesmo segundo se repete duas vezes e, caso uma máquina esteja realizando uma operação no instante do segundo repetido, o computador não terá informações sobre o que fazer e acabará travando.

Mas por que incluir um segundo ao relógio anual? Responsável por manter os padrões de referência de tempo, o IERS acaba criando o chamado “segundo bissexto” para compensar pequenas mudanças da rotação da Terra. À medida que a rotação do planeta vai ficando quase que imperceptivelmente mais lenta, os relógios acabam não ficando perfeitamente ajustados, e o segundo bissexto é uma tentativa de deixar tudo nos eixos para que os relógios atômicos (que são extremamente precisos) continuem funcionando com perfeição. Esses relógios contam o tempo graças à frequente consistência de micro-ondas liberadas por determinados átomos.

E justamente para que as companhias tenham tempo hábil de preparar seus sistemas para essa pequena (porém significativa) mudança, o Serviço costuma anunciar com meses de antecedência que o segundo bissexto acontecerá no ano vigente. Contudo, existe uma discussão no universo científico em que um lado (o Reino Unido) é a favor da medida, enquanto o outro (os Estados Unidos) a critica justamente por conta desses efeitos colaterais nos sistemas automatizados. Mas, ao menos por enquanto, tudo continuará conforme o IERS vem fazendo desde os anos 1970, já que o debate sobre o segundo bissexto, que foi iniciado em novembro do ano passado, foi adiado e somente voltará a acontecer em 2023. Até lá, a internet e os servidores que se cuidem para não serem prejudicados com o segundinho adicional.

Via: Digital Trends

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