Há exatos 47 anos, o homem pisava na Lua pela primeira vez

Por Redação | 20 de Julho de 2016 às 20h56

É provável que você não se lembre, mas nesta quarta-feira (20) completam-se 47 anos de quando um pequeno passo para um homem foi também um grande salto para a humanidade. Sim, o evento do qual estamos falando é da primeira visita do homem à Lua, na missão Apollo 11, da Nasa. Embora não tenham faltado promessas de que retornaríamos ao solo lunar, nunca visitamos nosso satélite natural depois da segunda missão à Lua, a Apollo 12, e é provável que não voltaremos lá tão cedo. Entenda por quê:

Missões espaciais

(Foto: Divulgação/Nasa)

A corrida espacial foi com certeza um dos maiores marcos da guerra ideológica travada entre os EUA e seus aliados contra a União Soviética e aqueles que a apoiavam. Embora os russos tenham conseguido mandar o primeiro homem ao espaço, em uma missão com Iuri Gagarin, em 1961, muitos têm os EUA como o ganhador desta batalha em particular, já que oito anos depois, o piloto de testes Neil Armstrong foi o primeiro ser humano a pisar e caminhar sobre a superfície da Lua.

Missões espaciais

Da esquerda para direita, vemos Neil Armstrong, Michael Collins e Buzz Aldrin, os três tripulantes da Apollo 11 (Foto: Divulgação/Nasa)

Apesar de muitos não conseguirem relacionar os fatos, as circunstancias sob as quais a missão Apollo 11 foi realizada respondem muitas das perguntas sobre o motivo de nunca mais termos voltado ao satélite natural. Na época, a ida à Lua era uma cartada final do Tio Sam para uma disputa na qual os soviéticos estavam com uma boa vantagem: até 1969, a URSS já tinha mandado uma série de veículos para o espaço, incluindo a cápsula Vostok, responsável por levar Iuri Gagarin ao espaço, e a Sputnik 2, que três anos antes, fez a cadelinha Laika ficar famosa em todo o mundo por ser o primeiro ser vivo a chegar à órbita da Terra.

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Na verdade, o nome da cadelinha era algo como "Crespinha", em russo. "Laika" era o nome dado a sua raça. (Foto: Divulgação/AAER)

Se pensarmos que os EUA precisavam de algo realmente grande para desbancar seus inimigos ideológicos, fica mais fácil compreender por que John F. Kennedy, presidente dos EUA de 1961 até seu assassinato em 1963, comprometeu o governo norte-americano a levar um de seus homens à Lua, e trazê-lo de volta em segurança até o fim dos anos 60.

Nos dias atuais, não existe mais essa necessidade em comprovar seu poderio militar e espacial, então a máquina estadunidense, junto do que restou da antiga União Soviética, passou a focar suas pesquisas em objetivos mais rentáveis e de maior benefício em curto prazo: em 2010, o plano governamental do presidente dos EUA, Barack Obama, cancelou o programa Constellation, que prometia uma missão de volta à Lua até o ano de 2020. Três anos depois, em 2013, o administrador da Nasa, Charles Bolden, afirmou que a agência atualmente não tem planos de voltar ao satélite com um ser humano, e que as coisas devem continuar assim durante muitas décadas. Sim, "décadas".

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A Apollo 12 aconteceu 3 anos após a famosa Apollo 11 e foi a última vez que um ser humano pouso sobre a Lua (Foto: Divulgação/Nasa)

Os custos de uma viagem à Lua não compensam o que os pesquisadores da área afirmam que iríamos descobrir em uma visita presencial ao astro. Na verdade, muitos dizem que tudo de importante que podemos descobrir da Lua será possível encontrar por meio de mera observação, já que ela está relativamente próxima do nosso planeta. O alto preço envolvido na ideia, junto da baixa probabilidade da visita trazer reais benefícios ao conhecimento científico, reduzem a possibilidade dos EUA ou algum país envolvido em pesquisas espaciais decidir visitar o nosso satélite natural.

De qualquer forma, a sensação nostálgica de algo que grande parte de nós sequer viveu, assim como o fascínio que o espaço causa sobre a maioria das pessoas, acabam por manter a esperança de que algum dia nós possamos voltar à Lua com os avanços da tecnologia atual. Embora nada disso esteja previsto por alguma das autoridades envolvidas, esperamos que não sejam necessários novos conflitos para que a ciência e a tecnologia recebam uma maior atenção dos nossos governos.

Via: Business Insider

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