Fórmula 1: Verstappen conta que treina suas ultrapassagens no videogame

Por Redação | 09 de Setembro de 2015 às 08h53

Quem viu o Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1, realizado no último final de semana em Monza, foi agraciado com uma bela disputa envolvendo o piloto brasileiro Felipe Nasr (Sauber) e o holandês Max Verstappen (Toro Rosso). O europeu mostrou bastante habilidade ao atacar o sul-americano, fazendo uma ultrapassagem ousada e arriscada, porém muito bem-sucedida.

Os movimentos precisos de Verstappen para superar o rival, porém, não eram inéditos para o piloto. Isso porque ele usa e abusa dos simuladores de Fórmula 1 para aprimorar a sua técnica e também desenvolver ações que podem ser reproduzidas posteriormente na vida real, durante um Grande Prêmio.

“É sempre bom [usar o simulador] porque você passa a saber quanto espaço tem”, disse o piloto em entrevista coletiva após a prova. “Além disso, no simulador às vezes você vai muito longe e então sabe que não pode fazer isso [na vida real]”, comentou.

“Eu penso que isso me ajuda. Quer dizer, eu fiz isso em Spa-Francorchamps e repeti em Monza, e em duas vezes tudo funcionou em uma pista de verdade. A ultrapassagem que eu fiz no Nasr, eu fiz exatamente o mesmo no simulador”, garante o filho do ex-piloto de Fórmula 1 Jos Verstappen.

Nem todo mundo treina no videogame

Mas nem todo mundo é adepto da técnica de Verstappen de treinar movimentos no videogame e depois tentar reproduzi-los nas pistas da vida real. Exemplo disso é o bicampeão mundial e atual líder do mundial de pilotos de F1, o britânico Lewis Hamilton (Mercedes).

Ao saber sobre a história de seu colega de profissão, Hamilton afirmou que prefere improvisar no momento em vez de treinar suas ultrapassagens em um simulador.

“Eu sou mais do estilo livre quando estou pilotando”, garante. “Nenhuma das minhas manobras são iguais entre si, eu amo a espontaneidade de uma ultrapassagem”, complementa o britânico.

“Você nunca sabe quando vai acontecer, você pode tentar e planejar, mas aquilo não acontece naquela volta e pode acontecer em diferentes pontos”, continua. “Eu penso que isso torna tudo mais excitante para mim, se eu apenas esperasse para fazer algo em um determinado momento, isso não seria tão entusiasmante”, reflete o piloto da Mercedes.

Contudo, Hamilton entende que o uso de jogos que simulam a Fórmula 1 por Max Verstappen pode ser uma questão geracional. No melhor estilo “tiozão”, ele disse que se “há uma nova geração, talvez haja um novo jeito de treinar”.

Fonte: Autosport

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