Cientistas produzem cerveja a partir de urina

Por Redação | 01 de Agosto de 2016 às 08h58

Cientistas da Universidade de Ghent, na Bélgica, criaram um dispositivo alimentado por energia solar que utiliza um aquecedor de água e uma membrana especial para separar a urina em duas partes: água e fertilizante. Agora, eles querem produzir cerveja usando o processo.

A máquina foi testada durante um evento na cidade de Ghent, ocasião em que a máquina em desenvolvimento produziu cerca de 1.000 litros de água. Agora, os cientistas querem utilizar toda essa água coletada para produzir cerveja.

Para purificar a urina, os pesquisadores primeiro a coletam em um tanque e a esquentam em um aquecedor movido à energia solar. À medida que a água evapora, ela passa através de uma membrana, que separa os nutrientes encontrados na urina e que são utilizados como fertilizantes, como o nitrogênio e o fósforo.

Embora a água produzida pela máquina seja potável, o objetivo agora é produzir cerveja a partir de todo o material coletado no evento. Os cientistas planejam instalar mais equipamentos purificadores em shopping centers, estádios de esportes e aeroportos com o objetivo final de produzir água limpa para o meio rural e para áreas desprovidas de condições básicas em países em desenvolvimento.

Cerveja a partir de urina

(Foto: nome da cerveja será Sewer to Brewer, trocadilho em inglês que significa do esgoto para o cervejeiro)

Diversas pesquisas utilizando urina estão sendo feitas em todo o mundo. Na Universidade de Wes England, por exemplo, foram desenvolvidas meias que enviam mensagens de texto de emergência quando são ativadas pela urina. A invenção seria útil para pacientes com dificuldades motoras e que precisam de ajuda para realizar atividades básicas como ir ao banheiro.

Outra novidade da universidade que recebeu apoio financeiro da instituição filantrópica de Bill Gates, Bill & Melinda Gates, é uma bateria de xixi, dispositivo que usa a urina para alimentar microcélulas de energia e gerar eletricidade. Os pesquisadores pretendem usar essa energia limpa para ajudar lugares que carecem de infraestrutura básica, como sanitários e estações de energia em campos de refugiados e em áreas necessitadas de países em desenvolvimento.

Segundo Ioannis Ieropoulos, diretor da Centro de Bioenergia da Universidade de West England, o projeto vai ajudar áreas rurais em todo o mundo que não possuem saneamento básico, utilizando uma solução que não requer gastos absurdos com encanamentos e permitem que as pessoas tenham um vaso sanitário – artigo de luxo para milhões de pessoas no mundo.

Via: Telegraph

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