Cientistas desenvolvem robô que usa células musculares para se mover

Por Redação | 20 de Julho de 2016 às 22h40

Cientistas da Case Western Reserve University desenvolveram um robô biohíbrido que utiliza de partes impressas em 3D e um músculo da boca de uma lesma do mar. De acordo com os pesquisadores, o envolvimento de músculos e órgãos de seres vivos na criação de robôs permite que eles sejam mais flexíveis. Além disso, as células musculares podem ser alimentadas com nutrientes que estão em seu próprio meio.

"Queremos que os robôs sejam compatíveis para interagir com o ambiente", afirmou Victoria Webster, estudante de doutorado que está conduzindo a projeto. "Um dos problemas com a robótica tradicional, especialmente em pequena escala, é que os atuantes – unidades que fornecem movimentos – tendem a ser rígidos". Hillel Chiel, biólogo que também está na equipe de pesquisadores, afirmou que o músculo "é a melhor estrutura e forma de proporcionar a função e a força necessária" para conduzir o robô.

Com o músculo da lesma do mar introduzido junto às partes impressas do pequeno robô, que possui pouco menos de duas polegadas, os cientistas conseguiram fazer com que ele se arrastasse para frente a uma velocidade de 0,4 cm por minuto com a ajuda de estímulos elétricos. Os cientistas escolheram as células musculares das lesmas do mar por serem mais seguras para operar do que partes mais duras. Além disso, estes invertebrados são conhecidos por serem adaptáveis a diferentes temperaturas.

A equipe está preparando-se para testar diferentes elementos orgânicos, como outras partes do corpo que possam produzir movimentos mais eficientes. Assim, os pesquisadores esperam conseguir movimentar o robô com um tempo de resposta de apenas um segundo.

"Estamos criando um robô que pode realizar tarefas diferentes do que um animal ou um robô criado por homens consegue", explicou Webster. A expectativa é que robôs biohíbridos possam ser utilizados no futuro para missões de busca no oceano. Além disso, robôs que utilizam tecnologias similares poderão ser utilizados para realizar algumas de nossas tarefas cotidianas.

Fonte: Phys.org

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