Astrônomos descobrem vazio estelar no centro da Via Láctea

Por Redação | 26 de Setembro de 2016 às 12h02
photo_camera NASA

Uma equipe de astrônomos liderada por Noriyuki Matsunaga, da Universidade de Tóquio, descobriu uma parte considerável do espaço no centro da Via Láctea onde não há estrelas jovens. Este deserto estelar fica a 8.000 anos-luz do centro galáctico e a área não produz novas estrelas há centenas de milhões de anos. Para colocar em perspectiva, a Via Láctea tem uma extensão de 100 mil anos-luz. Ou seja, é espaço pra caramba sem nenhuma estrela.

A nossa galáxia possui bilhões de estrelas, algumas jovens e outras velhas. Ao medir a distribuição dessas estrelas, os astrônomos podem entender melhor como a Via Láctea se formou e evoluiu. Um tipo de estrela em particular, a Cefeida, está entre as mais novas de nossa galáxia, datando entre 10 e 300 milhões de anos. As Cerfeidas são facilmente detectáveis, pois elas pulsam em um padrão previsível. Além disso, esses ciclos de pulsação permitem que astrônomos estimem a distância e idade delas.

No entanto, achar este tipo de estrela no interior da Via Láctea é difícil, por causa da poeira interestelar que bloqueia nossa visão. Para espreitar essa região e ver se há Cerfeidas no Disco Extremo Interno do espaço, Matsunaga e sua equipe fizeram observações no infravermelho na região usando um telescópio japonês localizado na África do Sul. Eles, então, descobriram que dificilmente há Cerfeidas por lá, o que foi uma surpresa para eles.

Curiosamente, a descoberta coincide com o trabalho de radioastrônomos, que também concluíram que estrelas jovens não nasceram naquela região. Mais para frente, os astrônomos vão estudar o movimento e a composição química de novas Cerfeidas para entender melhor a formação e a evolução da Via Láctea — e por qual razão existe este núcleo estéril.

Fonte: Gizmodo Brasil

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