Simples "googlada" utiliza mesmo poder de computação da missão espacial Apollo!

Por Redação | 29.08.2012 às 18:00

Todos nós já sabemos o quanto a tecnologia evoluiu ao longo dos anos, e é curioso pensar como as pessoas viviam sem as facilidades computacionais que viraram rotina em nossas vidas. De acordo com o Google, apenas uma ação executada em seu motor de buscas, por um único usuário, utiliza todo o poder computacional das missões espaciais Apollo (da época de Neil Armstrong).

E já que estamos falando do Google, a empresa resolveu revelar algumas coisas em seu blog nesta terça-feira (28). Veja só o que disseram Udi Manber e Peter Norvig, membros da equipe de pesquisa:

O Apollo Guidance Computer (AGC) a bordo do módulo lunar (ML) executou instruções em uma velocidade de aproximadamente 40 KHz (ou 0,00004 GHz), cerca de 100.000 vezes mais lento que um laptop top de linha da atualidade. Houve também um computador similar de tempo real, embutido no foguete Saturn V. No solo, a NASA tinha acesso a alguns dos mais poderosos computadores da época: cinco modelos IBM 360/75 mainframe, cerca de 250 vezes mais rápidos que o AGC. Eles ficavam ligados praticamente 24 horas por dia, calculando dados de lançamentos e órbitas, monitorando informações biomédicas durante a missão e realizando vários outros cálculos.

Nós comparamos estes computadores com o que o Google faz hoje, e descobrimos que:

Leva aproximadamente a mesma quantidade de cálculos para responder a uma só pesquisa no motor de buscas, exatamente como todo o sistema computacional realizava - em órbita ou no solo - para todo o programa da missão Apollo!

Quando você digita um único termo de busca na caixa de pesquisa do Google, ou apenas diz o termo para seu smartphone, você não percebe, mas cria uma movimentação computacional semelhante à responsável por enviar Neil Armstrong e outros onze astronautas até a lua. E isso considera não apenas os voos propriamente ditos, mas todos os cálculos computacionais realizados desde o planejamento à execução das 17 missões que compuseram os onze anos da grande missão Apollo.

Dá para imaginar o quanto a tecnologia evoluiu em 43 anos? Todos os algoritmos, cálculos e programações utilizados na expedição Apollo são, hoje, facilmente executados em uma simples busca de resultados para um termo digitado no Google.

O que será que podemos esperar para os próximos 43 anos?