Futuro das senhas: Pulsação, toque, voz e pensamento

Por Lucas Agrela | 23.09.2013 às 06:15

Na semana passada, a gerente de segurança da informação do Google, Heather Adkins, disse com todas as letras: "Senha é coisa do passado". Essa parece realmente ser um tendência para o futuro. Atualmente, existem projetos que permitem a autenticação na internet por meio de olhos, batimento cardíaco, impressões digitais e voz.

Criptógrafos da Universidade de Toronto criaram um dos métodos mais criativos de um computador reconhecer um determinado ser humano: uma pulseira equipada com um voltímetro capaz de ler batimentos cardíacos. "Você a coloca e ela sabe que é você. Comunica sua identidade de forma segura a tudo que o cerca", afirmou Karl Martin, um dos criadores da pulseira chamada Nymi, ao The New York Times.

Também na semana passada, a Apple lançou o iPhone 5S, que possui um leitor biométrico integrado ao botão Home do aparelho. Com ele, é possível desbloquear a tela e autorizar compras nas lojas embarcadas no smartphone da empresa.

Outras empresas apostam na autenticação na web usando smartphones. Esse é o caso da Chef e da LaunchKey. A primeira tem um sistema que permite enviar uma chave de acesso de um aplicativo móvel para um computador. Dessa forma, o site identifica você pelo seu smartphone, e não por um código tradicional de acesso.

Já a LaunchKey tem um processo diferente: uma vez registrada no site da empresa, sua conta é vinculada ao seu celular. Quando você acessar um site ou aplicativo que aceite a autenticação da companhia, basta mover um ícone no seu smartphone.

O OneID também aposta nos celulares, mas de forma diferente. Com uma assinatura integrada para diversos aparelhos, a tecnologia da empresa permite que você, por exemplo, abra a garagem da sua casa a partir do aplicativo móvel.

Além disso, no futuro, você poderá autorizar transações financeiras falando com o seu computador ou simplesmente olhando para um aplicativo no seu celular. É o que busca fazer o projeto de uma coalizão de empresas de hardware e software chamada Fido Alliance. Companhias filiadas já testam tecnologias de autenticação por reconhecimento de voz ou rostos e leitores de digitais.

Já a solução mais fantástica da lista está em desenvolvimento na Universidade da Califórnia, segundo o NYT. A ideia é criar um arco simples e de baixo custo que "amplia" sua capacidade cerebral, verificando os pensamentos do usuário, assim eliminando a necessidade de senhas.