Engenheiro diz que o "jeitinho brasileiro" o ajudou em missão da NASA

Engenheiro diz que o "jeitinho brasileiro" o ajudou em missão da NASA

Por Redação | 13 de Agosto de 2012 às 10h20

Ramon de Paula, nascido na cidade de Guaratinguetá, no interior de São Paulo, é um dos três executivos brasileiros que fazem parte da tão comentada missão da NASA que levou o jipe-robô Curiosity para o solo de Marte.

O engenheiro, que hoje tem 59 anos, se mudou para Washington aos 17 anos, quando o pai foi selecionado para integrar a Comissão da Aeronáutica Brasileira na capital norte-americana. Porém, dois anos depois, sua família voltou para o Brasil e Ramon continuou nos Estados Unidos para terminar seus estudos, até que em 1985 começou a trabalhar na NASA.

Hoje ele é um dos principais chefes a frente da missão Mars Science Laboratory, e sua principal função é resolver problemas. Sejam eles técnicos ou burocráticos, Ramon precisa sempre encontrar uma solução para que as coisas voltem aos eixos.

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Em entrevista à BBC Brasil, o executivo diz que o famoso "jeitinho brasileiro" o ajudou muito em seu trabalho. "Ser brasileiro definitivamente me ajudou. Minha função é achar solução para todos os problemas relacionados às missões, e tudo que aprendi no Brasil, aliado à nossa cultura, foram fatores decisivos", afirma Ramon.

Ramon de Paula nasa

Ramon e Jipe-robô Curiosity

Ele diz ainda que seu mantra na Agência é: "sempre tem um jeito de resolver o problema", e ressalta que nem todas as culturas possuem a mesma flexibilidade diante de desafios.

Para se ter ideia do tamanho da responsabilidade do brasileiro, ele precisa avaliar riscos, aspectos políticos, técnicos, financeiros e científicos das missões da NASA. Ele lida com grandes nomes do governo americano, como pessoas do Congresso e também da Casa Branca, afinal, são eles quem decidem o orçamento da Agência.

Apesar de vir ao Brasil apenas para visitas, Ramon mantém um forte vínculo com o país de origem. Além disso, ele também acredita no potencial do nosso programa espacial.

"Definitivamente o Brasil tem a capacidade de avançar seu programa espacial. Afinal, nós brasileiros damos um jeitinho para tudo", finaliza o executivo.

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