Como os alimentos podem nos tornar mais (ou menos) produtivos

Por Redação | 15 de Dezembro de 2012 às 13h48

Existem diversas regras a serem seguidas para uma alimentação saudável: tomar muita água, comer pelo menos cinco refeições ao dia, ingerir porções de frutas e legumes e assim por diante.

O pessoal do LifeHacker explorou a ciência por trás da nossa alimentação para entender como ela pode afetar o desempenho do nosso cérebro. A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que uma alimentação adequada pode elevar os níveis de produtividade em até 20%. Mas, o que de fato alimenta o nosso cérebro?

Como o alimento interage com o nosso cérebro

A glicose é o combustível para o nosso cérebro, ela o mantém acordado e alerta, como uma espécie de gasolina para o carro. Sendo assim, a todo momento nós temos um nível de glicose diferente no sangue.

Certos alimentos liberam glicose rapidamente, enquanto outros fazem isso de maneira mais lenta, mas de forma constante. Pesquisadores descobriram que o cérebro funciona melhor com cerca de 25 gramas de glicose em circulação no sangue, mas como obter essa quantia por meio de um alimento?

É muito simples. Você pode comer uma rosquinha doce ou uma pequena tigela de aveia, por exemplo. Os dois alimentos vão ter praticamente o mesmo efeito para a sua atividade cerebral a curto prazo. Mas, ao longo do dia, as diferenças começam a aparecer.

Ao comer a rosquinha, a glicose é liberada rapidamente no sangue, o que nos dá cerca de 20 minutos de atenção. Logo, o nível de glicose vai cair rapidamente, deixando-nos sem foco e com facilidade para distração. É como colocar o pé no pedal do acelerador até acabar com todo o combustível. Já a aveia libera sua glicose de maneira mais lenta, o que significa que o nível dela no sangue será constante e isso se reflete em uma melhora no foco e nos níveis de atenção.

"Alimentos com um baixo índice glicêmico liberam glicose gradualmente na corrente sanguínea. Esta liberação gradual ajuda a minimizar oscilações de açúcar no sangue e otimiza a capacidade intelectual e foco mental", explicam os estudiosos do Instituto Franklin.

Donuts vs Aveia

Quando, onde e com quem você está quando se alimenta?

Pode soar estranho, mas esse contexto realmente faz a diferença na hora de tirar o melhor das nossas refeições. O 'quando' é um fator muito importante, porque o ideal é que você tenha a certeza de que nunca está com fome. Estudos mostram que ficar com fome, ou pular alguma refeição durante o dia, pode arruinar várias horas da sua produtividade.

Para aqueles que gostam de comer porções muito grandes a cada refeição, lembre-se que isso pode te deixar muito cheio e com aquela famosa sensação de cansaço "pós-almoço", que automaticamente faz com que a produtividade caia. É aí que entra o 'onde', pois uma das melhores técnicas é comer em um prato menor. Pode parecer algo bobo, mas é bem real, pois o prato menor nos dá uma ilusão de que estamos comendo mais. Veja a imagem abaixo, você não tem a sensação de que o círculo escuro da imagem à direito é maior do que o da esquerda?

Círculos

Outra dica é prestar atenção nas pessoas que estão com você durante as refeições. "Comer com os amigos que possuem excesso de peso? Você vai comer mais. A garçonete possui excesso de peso? Você vai comer mais. Você é uma mulher e vai comer com um homem? Você vai comer mais. Grande variedade de alimentos? Você vai comer mais." Pelo menos essa é a teoria de Eric Barker.

Três aspectos importantes para tirar o máximo proveito dos alimentos

  1. Reorganizar a posição dos alimentos no seu armário: Um dos aspectos mais interessantes sobre comer é que, muito provavelmente, vamos sempre comer o que está mais perto do nosso campo de visão. Por isso, certifique-se de organizar os alimentos de forma que aqueles que fornecem "gasolina" para o seu cérebro fiquem mais expostos.
  2. Aprenda a nutrir seu corpo: Conforme vimos na primeira parte do texto, o cérebro precisa de porções muito específicas de determinados alimentos. Uma ótima maneira de mantê-lo sempre ativo, sem excessos ou faltas, é fazer as três principais refeições diárias com porções menores, e, entre elas, fazer pequenos lanches saudáveis. Assim você evita que o cérebro ligue a todo vapor e depois perca o gás. Além disso, você não vai precisar mudar os seus principais hábitos alimentares, apenas diminuir as porções e distribui melhor a alimentação ao longo do dia.
  3. Alimentos que dão mais energia para o cérebro: Alguns tipos de comida mantêm nosso cérebro alimentado e funcionando melhor. A Organização Mundial da Saúde (OMS) enfatiza alguns deles: chocolate amargo, nozes, sementes e peixes.
Alimento para o cérebro
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