Algoritmo usa dados do Facebook para revelar quem você ama

Por Redação | 17.02.2014 às 08:10

Mesmo que você não esteja gritando aos quatro cantos do mundo, há uma boa chance de que o Facebook possa vir a ajudar a revelar a identidade do seu parceiro romântico. De acordo com reportagem do Phys.org, um algoritmo criado por dois pesquisadores pode, a partir de um mapa de informações disponíveis na rede social – inclusive os amigos –, identificar corretamente o cônjuge, noivo ou outro tipo de relacionamento entre usuários.

O algoritmo foi desenvolvido por Jon Kleinberg, professor da faculdade de Ciência da Computação da Universidade Tisch, nos Estados Unidos, e por outro pesquisador, Lars Backstrom. De acordo com eles, a precisão do software em indicar os parceiros românticos dos usuários chega a 70%. “Estamos tentando construir uma espécie de kit de 'química' para encontrar diferentes elementos de uma rede”, diz Kleinberg.

Os primeiros resultados estão sendo apresentados na conferência da Association Computing Machinery (ACM), na categoria Computer Supported Cooperative Work (CSCW) – algo como “trabalho cooperativo auxiliado por computador”. O evento acontece entre os dias 15 e 19 de fevereiro, em Baltimore.

O método funciona melhor quando os parceiros românticos são casados ou quando o relacionamento em questão está há um bom tempo em vigor. Por outro lado, segundo os pesquisadores, se o algoritmo não consegue indicar a identidade do parceiro de um usuário, existe uma grande probabilidade – dentro do prazo de um ou dois meses – que o relacionamento possa acabar.

Os pesquisadores testaram o algoritmo em dados anônimos de 1,3 milhão de usuários do Facebook selecionados aleatoriamente, com idades por volta dos 20 anos ou mais e que apareciam como “casado”, “noivo” ou “em um relacionamento”. A lista de amigos dos usuários do Facebook que foram avaliados também mostram como esses amigos são ligados um ao outro.

A primeira suposição nas avaliações era de que o parceiro romântico teria muitos amigos em comum. Isso funciona, de acordo com os pesquisadores, mas não em todos os casos: o acerto aconteceu em 25% dos casos só com essa informação. Então eles introduziram um conceito que eles chamam de “dispersão”, em que os amigos em comum do casal não estão altamente conectados entre si, mas espalhados ao longo de muitos aspectos da vida do usuário central. A dispersão impulsionou o desempenho do programa.

Para refinar ainda mais a precisão, eles acrescentaram medidas de interação: quantas vezes as pessoas olham os perfis de cada um, atendem os mesmos eventos ou aparecem juntos nas fotos. Isso ampliou a precisão de acertos para 70,5%. O índice cai para 68,3% quando o usuário não está totalmente envolvido no relacionamento e sobe para 79% de precisão quando os parceiros são casados.