A ciência por trás da fumaça do Vaticano

Por Redação | 12 de Março de 2013 às 17h36

Nesta terça-feira (12) começa o conclave para a eleição do novo Papa, e uma parte do processo consiste nos sinais de fumaça que saem da chaminé instalada na Capela Sistina. Esse é o único meio de comunicação que os 115 cardeais possuem com o mundo exterior.

A fumaça preta saindo da chaminé indica que ainda não houve nenhuma decisão a respeito de um novo pontífice, enquanto a fumaça branca mostra ao mundo que um novo Papa foi eleito. Mas de onde vem a cor dessa famosa fumaça?

Robert Krampf, um educador de ciências conhecido também como 'Happy Scientist', explicou à CBS News como isso funciona. "A maior parte da fumaça acontece devido a coisas que não queimam completamente, produzindo minúsculas partículas que flutuam no ar. A cor da fumaça depende do que essas partículas são feitas".

Robert explica que a fumaça preta é geralmente formada por pequenos pedaços de carbono, enquanto a fumaça branca é um pouco mais complexa, composta por vapor de combustível, vapor de água ou cinza mineral.

Durante muito tempo a Igreja queimou palha molhada com as cédulas de papel dos votos dos cardeais para fazer a fumaça escura. A palha molhada ajudava a manter o combustível para a queima das cédulas, e isso produzia as partículas de carbono necessárias para uma fumaça de cor escura.

"Infelizmente, a palha molhada produz fumaça cinza, não preta. Isso causava um pouco de confusão as vezes, com pessoas pensando que um novo papa havia sido escolhido caso a fumaça não fosse escura o suficiente", explica.

Para acabar com a confusão e deixar a fumaça realmente preta, eles passaram a usar compostos químicos. Já a fumaça branca é acompanhada pelo toque dos sinos da Basílica de São Pedro para sinalizar que um novo pontífice foi escolhido.

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