45% das pessoas traíram ou já pensaram em trair parceiros viciados em tecnologia

Por Redação | 17 de Novembro de 2013 às 15h35
photo_camera Divulgação

Se você é aquele(a) namorado(a) que vive grudado no smartphone 24 horas por dia, é melhor mudar um pouco de hábito. Uma pesquisa conduzida pelo site de namoro britânico Victoria Milan constatou que 45% das pessoas admitem ter traído ou pensado em trair seus parceiros para se vingar da atenção excessiva que eles dão ao celular. Saiu no Daily Mail.

Talvez você não leve isso a sério, mas essa troca do companheiro real pelo digital já ganhou até um nome: "phubbing", termo em inglês que une "phone" (telefone) e "snubbing" (esnobar). Os casos mais comuns – e irritantes, diga-se de passagem – acontecem principalmente quando o usuário checa o aparelho durante refeições, enquanto assiste a um filme, no meio de uma conversa importante ou logo depois da relação sexual.

"É um comentário previsível, embora lamentável, que o uso moderno da tecnologia criou uma espécie de isolamento social – um 'estar sozinho' mesmo em um espaço com muitas outras pessoas", disse Sigurd Vedal, diretor-executivo do Victoria Milan. O site entrevistou 6.000 usuários de idades diferentes, dos quais mulheres entre 30 e 50 anos foram as que responderam que traíram ou pensaram em trair o parceiro.

Além disso, 66% dos entrevistados afirmam que seriam menos infiéis se não houvesse tanta ajuda dos dispositivos móveis, principalmente se esses aparelhos não tivessem conexão à internet. "Como qualquer outra coisa que melhore nossas vidas, a tecnologia é uma faca de dois gumes. De uma forma ou outra [pela rede ou na vida real], precisamos encontrar uma ligação", alerta Vedal.

Este não é o primeiro estudo que liga o uso excessivo de celulares à vida amorosa. A operadora de telefonia móvel Vodafone fez uma pesquisa no ano passado para saber como as pessoas se comportam com os seus smartphones em algumas situações mais íntimas. Foi descoberto que um em cada três usuários acha normal atender o telefone durante o sexo.

Um outro relatório, desta vez feito por pesquisadores da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, afirma que o Facebook pode ser muito mais tentador e viciante do que ter relações sexuais com alguém na vida real.

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