Zuckerberg defende Libra para o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara nos EUA

Por Nathan Vieira | 23 de Outubro de 2019 às 21h20
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Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, se reuniu com o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos EUA nesta quarta-feira (23) para defender seu projeto de criptomoeda que se tornou o mais recente alvo de críticas de parlamentares frustrados com a rede social. Na ocasião, Zuckerberg apresentou uma visão otimista de como a criptomoeda forneceria uma maneira segura para milhões de americanos sem contas bancárias trocarem dinheiro de forma acessível. Além disso, em resposta a uma reclamação dos reguladores financeiros, o CEO ainda disse que o Facebook não ofereceria a Libra em qualquer lugar do mundo, a menos que todos os reguladores dos EUA o aprovassem. As informações são do The New York Times.

Os legisladores têm sido impiedosos em suas críticas à Libra e ao CEO do Facebook. Na ocasião, eles tocaram em outras feridas, incluindo a postura de desonestidade por parte de candidatos políticos na gigante das redes sociais. Maxine Waters, presidente do comitê, questionou Zuckerberg sobre a política de anúncios políticos da empresa, a disposição do Facebook de permitir um discurso praticamente irrestrito em toda a plataforma, e as posições de mudança da empresa sobre como desejava tratar a publicidade e a tecnologia blockchain em seus serviços. “O impacto disso será um esforço massivo de supressão de eleitores. Sua reivindicação de promover a liberdade de expressão não parece verdadeira”, Maxine afirma.

A presidente do comitê iniciou a audiência com uma declaração que também abordava os problemas contínuos da empresa de Zuckerberg envolvendo eleições estrangeiras, violações de privacidade e alegações de discriminação em sua plataforma de anúncios.

Zuckerberg defende a polêmica criptomoeda Libra

Desde que foi anunciada em junho, a Libra tem atraído muitas críticas. No entanto, Zuckerberg segue comprometido com o projeto. O Facebook originalmente contratou 27 parceiros para ingressar em uma Associação Libra na Suíça, que deveria governar a rede, mas vários parceiros renomados, incluindo PayPal, MasterCard e Visa, desistiram desse projeto.

Zuckerberg descreveu a Libra como um sistema financeiro democrático que beneficiaria principalmente os consumidores pobres, bem como as cerca de 14 milhões de pessoas nos Estados Unidos que não têm acesso a contas bancárias e que não podem pagar taxas bancárias: “As pessoas pagam um custo alto demais - e precisam esperar demais - para enviar dinheiro para suas famílias no exterior. O sistema atual está falhando com eles. O setor financeiro está estagnado e não há arquitetura financeira digital para apoiar a inovação de que precisamos. Acredito que esse problema possa ser resolvido e Libra possa ajudar", defendeu.

Fonte: The New York Times

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