Sobe o número de vítimas de ransomwares mineradores de criptomoedas

Por Ares Saturno | 03 de Julho de 2018 às 17h55

Um relatório da Kaspersky Lab analisou as vítimas de softwares maliciosos de mineração de criptomoedas, durante os períodos de abril de 2016 a março de 2017 e abril de 2017 a março de 2018, e chegou à conclusão que a média anual subiu de 1,9 milhão para 2,7 milhões de usuários afetados.

O relatório informou que os ataques de ransomware direcionados a computadores e dispositivos móveis de usuários específicos caíram. Se em 2016-2017 esses ataques significavam 30% dos cibercrimes envolvendo uso de softwares para mineração de criptomoedas, em 2017-2018 a modalidade de cibercrime corresponde a apenas 22,5%. Em vez dos ataques diretos visando vítimas específicas, os cibercriminosos estão preferindo usar mineradores especializados em aprendizado das máquinas das vítimas como meio de obter lucros. Apesar de gerar montantes menos polpudos, a modalidade de cibercrime chama menos atenção e acaba se tornando mais sustentável em longo prazo.

Os dispositivos móveis também estão mais visados, com crescimento de 9,5% entre os dois períodos estudados. No primeiro período foram cerca de 4.500 vítimas atacadas em seus smartphones e tablets, enquanto no segundo período o número de usuários atacados foi de quase 5 mil.

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Segundo observa Anton Ivanov, especialista em segurança da Kaspersky Lab: "Os motivos por trás dessas mudanças no cenário das ameaças virtuais são claros. Para os criminosos virtuais, o ransomware representa uma forma barulhenta e perigosa de ganhar dinheiro, pois atrai a atenção da mídia e do governo. Por outro lado, o modelo de mineração é mais fácil de ativar e mais estável. Você ataca, cria a moeda criptografada discretamente usando a capacidade da CPU ou GPU da vítima e a converte em dinheiro verdadeiro por meio de permutas e transações legais”.

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