JP Morgan Chase vai lançar criptomoeda própria

Por Felipe Demartini | 15 de Fevereiro de 2019 às 13h10

O JP Morgan Chase, o maior banco dos Estados Unidos e uma das principais instituições financeiras do mundo, anunciou a criação de uma criptomoeda própria. Revelada nesta sexta-feira (15), a JPM Coin, como é chamada, não deve ter negociação livre assim como as bitcoins e outras modalidades, servindo para facilitar transferências e transações, além de reduzir os custos bancários envolvidos nos serviços financeiros.

Cada unidade da JPM Coin equivale a US$ 1 e a ideia é que esse valor não se altere. Basicamente, o que a instituição propõe é uma contraparte à transferência de fundos tradicionais, com o uso da tecnologia da blockchain e um sistema gerenciado pela própria instituição, bem como com todo o apoio de reguladores e autoridades.

A ideia de diminuição de custos agrada bastante principalmente aos banqueiros e clientes corporativos, responsáveis pela movimentação de dezenas de trilhões de dólares pelos sistemas do JP Morgan Chase. Com a conversão destes valores na JPM Coin, o objetivo da instituição é garantir um funcionamento mais rápido e barato de todo o sistema financeiro, além de reduzir a quantidade de ativos que precisam estar sob posse da empresa.

Participe do nosso Grupo de Cupons e Descontos no Whatsapp e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.

Apesar desse lançamento segmentado e voltado apenas a grandes corporações, o banco disse também esperar liberar o sistema para alguns clientes preferenciais. O sistema de blockchain a ser usado pela instituição já passou com sucesso de sua fase de testes e agora entra em um esquema de liberação segmentado, com interessados sendo convidados a ingressarem na plataforma, aumentando seu escopo aos poucos, de forma a evitar problemas.

No anúncio da JPM Coin, o JP Morgan Chase afirmou ser o primeiro banco a criar uma criptomoeda própria, algo que, entretanto, não é verdade. O pioneiro nesse sentido nos Estados Unidos foi o Signature Bank, que começou a operar uma modalidade própria no dia 1º de janeiro. O valor também é semelhante ao dólar e a ideia é a mesma: garantir transferências imediatas e reduzir os custos bancários.

É verdade, entretanto, que nada desse tipo jamais foi feito na escala proposta pelo gigante financeiro. O lançamento de uma moeda virtual proprietária vai contra, inclusive, declarações do próprio CEO do JP Morgan Chase, Jamie Dimon, que no final de 2017 classificou as bitcoins como uma “fraude estúpida” na qual investidores corriam um alto risco. Ele também afirmou que qualquer funcionário do banco que fosse flagrado operando criptomoedas seria demitido sumariamente.

Depois, diante do retorno negativo, Dimon pediu desculpas pelas declarações. Repercutindo as declarações ao anunciar a JPM Coin, o banco disse ainda acreditar piamente no poder da tecnologia de blockchain para acelerar as movimentações financeiras, desde que as operações sejam seguras, controladas e regulamentadas. É justamente nesse sentido que a empresa pretende trabalhar com seu lançamento, de uma forma citada como “responsável” e “protegida”.

Fonte: CNN

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.