Hackers roubam US$ 4,7 milhões de banco de criptomoedas em Cingapura

Por Felipe Demartini | 27 de Junho de 2019 às 14h14

Uma brecha de segurança levou ao roubo de US$ 4,7 milhões em criptomoedas do Bitreal, um banco digital localizado em Cingapura. A intrusão aconteceu na madrugada desta quinta-feira (27), em horário local, e foi responsável pela suposta limpeza na conta de pelo menos 90 usuários do serviço.

No total, se foram 9,3 milhões de unidades de XRP (em valor equivalente a US$ 4,5 milhões) e outras 2,5 milhões de ADAs furtadas, que valiam cerca de US$ 237,5 mil no momento do furto. De acordo com o Bitrue, a brecha existia em um sistema de controle de riscos usado pelo time de segurança da companhia. Ela tranquilizou os usuários, afirmando que a situação está sob controle e que os fundos perdidos serão reembolsados aos clientes atingidos.

A vulnerabilidade teria sido explorada por um único hackers, mas os detalhes, entretanto, param por aí, com o câmbio afirmando estar trabalhando com autoridades, que se uniram aos times internos, para apurar o caso. De forma temporária, os negócios estão suspensos, com os usuários sendo impedidos até mesmo de acessarem a plataforma. A ideia é que todas as operações retornem a funcionar “o mais rápido possível”, com exceção das retiradas de dinheiro, que estarão indisponíveis por um período “um pouco maior”.

Entretanto, a Bitrue garante que os fundos de todos os seus usuários estão seguros e que não existem indícios de intrusões em seu sistema. A empresa também afirmou ter detectado a invasão de forma bastante veloz, o que levou a uma mitigação dos danos, que se concentraram apenas nas carteiras dos 90 usuários citados.

Uma das hipóteses investigadas é de que os hackers realizaram a intrusão e o furto das moedas de olho na alta de preços, que faz valer mais, principalmente, a Bitcoin, mas também se reflete em outras modalidades do setor. Uma das linhas de inquérito se concentra sobre o explorador de blocos da moeda XRP, que permitiria rastrear o caminho de boa parte do dinheiro roubado, e um sucesso já veio nesse sentido, com um segundo banco, o EXMO, informando que congelou alguns dos fundos desviados do Bitrue e que tentavam ser convertidos na plataforma. Mais detalhes, entretanto, devem ser divulgados assim que estiverem disponíveis.

Fonte: Bitrue (Twitter), CoinTelegraph

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