Fazenda de PlayStation 4 não explorava criptomoedas, mas sim itens de FIFA

Fazenda de PlayStation 4 não explorava criptomoedas, mas sim itens de FIFA

Por Felipe Gugelmin | Editado por Claudio Yuge | 19 de Julho de 2021 às 21h20
Divulgação/SSU

Divulgado na última segunda-feira (12), o fechamento de uma estrutura que abrigava 3,8 mil unidades do PlayStation 4 chamou a atenção pela ligação entre o console e o mercado de criptomoedas. No entanto, uma investigação adicional revelou que o armazém estava explorando um tipo diferente de moedas virtuais — mais especificamente, aquelas usadas dentro do modo Ultimate Team da série FIFA.

Quem chegou à conclusão foi o site Delo, que estrou o fato de o console da Sony ter sido a opção para a mineração de criptomoedas. Além de o hardware não ser tão bom para esse objetivo do ponto de vista econômico, as imagens divulgadas pelo Serviço Secreto da Ucrânica mostravam diversas unidades do jogo de futebol saindo do videogame.

Fontes consultadas pelo veículo apontam que o local era usado como uma forma de conseguir itens do modo Ultimate Team. Controlados por um computador, os consoles eram usados para simular partidas e gerar cartas de atletas raros que depois eram revendidas por dinheiro real — prática considerada ilegal pela Electronic Arts, publicadora do game.

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Imagem: Divulgação/Electronic Arts

Embora a ação possa não parecer tão lucrativa quanto o mercado de criptomoedas, as microtransações da série FIFA são responsáveis pela movimentação de grandes quantidades de dinheiro. Somente em 2020, o modo Ultimate Team — presente em jogos como FIFA, MAdden, NHL, NBA e UFC — movimentou US$ 1,6 bilhão (R$ 8,41 bilhões), sendo a maior parte desse valor atribuído ao popular jogo de futebol.

O Ultimate Team permite que jogadores gastem tanto moedas adquiridas jogando (método bastante demorado) quanto dinheiro real em pacotes de cartas que garantem atletas mais talentosos às suas equipes, que são usadas em partidas competitivas contra outras pessoas. O modo tem sido alvo de diversas críticas duras nos últimos anos, incluindo de autoridades europeias que o consideram uma espécie de jogo de azar acessível a menores de idade.

A estrutura montada na cidade de Vinnystsia aparentemente automatizava partidas do game e transferência os ganhos para contas específicas, que depois eram usadas no processo de revenda. As forças policiais chegaram ao local após acusações de roubo de eletricidade e, além das unidades do PlayStation 4, também encontraram GPUs, processadores, notebook e smartphones usados na operação.

Fonte: Kotaku

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