Criptomoeda do Facebook pode chegar em 2020

Por Felipe Demartini | 24 de Maio de 2019 às 11h31
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A GlobalCoin, criptomoeda oficial do Facebook, pode estar disponível no mercado no começo do ano que vem. É o que afirmam as informações não confirmadas publicadas pela BBC, que indicam um roadmap restrito para a modalidade financeira, com anúncios de planos finais para ela no começo deste segundo semestre e fase de testes curta, a ser realizada no final de 2019, antes do lançamento no primeiro trimestre de 2020.

Para fazer isso, a rede social não apenas estaria trabalhando de forma acelerada em desenvolvimentos internos, mas também buscando aconselhamento operacional e regulatório de instituições oficiais. O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, teria se reunido pessoalmente com o diretor do Bank of England, Mark Carney, para falar sobre os riscos e as oportunidades da criptomoeda própria. Trabalho parecido também estaria sendo feito com o departamento do tesouro dos Estados Unidos.

Além disso, um contato direto estaria sendo feito com instituições financeiras internacionais, como a Western Union, para que elas sejam parceiras do Facebook. O ideal, para a empresa, é não obrigar os usuários a terem contas bancárias para enviarem e receberem dinheiro, usando a GlobalCoin para isso e, também, carteiras e serviços digitais desse segmento. Assim, acredita, os custos caem e a praticidade aumenta.

Por outro lado, Zuckerberg sabe que, com isso, está entrando em território protegido pelos bancos, mas em vez de ser um adversário, deseja trabalhar ao lado deles. O Facebook quer apresentar não apenas a própria rede social, mas também o WhatsApp e o Instagram, como oportunidades de receita para comerciantes e investimento para as instituições financeiras, apostando na ideia de que a quebra de barreiras financeiras e a redução de gastos é benéfica para todo mundo.

Nem tudo, entretanto, é empolgação e parceria. Mesmo antes de confirmar a existência de uma criptomoeda, o Facebook já recebeu uma chamada de atenção do comitê bancário do senado americano, que quer saber como uma eventual criptomoeda da rede social vai funcionar. Os políticos querem, principalmente, garantias de que os dados pessoais dos usuários estão seguros e desejam entender de que forma tais informações serão armazenadas e protegidas.

Além disso, outro assunto que teria sido debatido com o tesouro americano seriam as salvaguardas e dispositivos para garantir que a GlobalCoin não seja usada para lavagem de dinheiro e prática de crimes. Ainda, outra preocupação é quanto à flutuação, com a ideia da empresa sendo de atrelar o valor das moedas virtuais ao de cotações reais do euro, dólar ou iene.

A ideia de 2,4 bilhões de pessoas usando o Facebook mensalmente, todos potenciais usuários da GlobalCoin, faz encher os olhos, mas ao mesmo tempo, grandes mercados da empresa não enxergam as criptomoedas com otimismo. A Índia, por exemplo, possui fortes restrições quanto a esse mercado, um problema que a empresa ainda não teria abordado, pelo menos de acordo com as informações publicadas na imprensa internacional.

O Projeto Libra, como viriam sendo chamados internamente os trabalhos para lançamento da GlobalCoin, começou a aparecer na imprensa em dezembro do ano passado, quando o Facebook iniciou as conversas com instituições na Suíça, que deve servir como base para a operação, e também lojistas que seriam os primeiros a aceitarem a moeda. A empresa, entretanto, nunca falou abertamente sobre o assunto, deixando de confirmar ou negar tais informações.

Fonte: BBC

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