Cobrança de dívida em bitcoins leva à prisão de 10 policiais em São Paulo

Por Rui Maciel | 01 de Outubro de 2019 às 11h34

Dez mandatos de prisão preventiva foram expedidos nesta segunda-feira (30) para policiais acusados de praticarem extorsão contra um empresário da cidade de Santos, no valor de R$ 1 milhão. O crime teria sido motivado por uma vingança de um ex-cliente desse empresário, que estaria cobrando outra dívida de R$ 4 milhões em bitcoins.

Os mandatos (serm prazo) contra os policiais foram cumpridos pelas corregedorias da Polícia Civil e Militar. Um dos envolvidos acabou não sendo pego, pois estava de folga no dia. Ainda nessa segunda, eles prestaram depoimento na Corregedoria da Polícia Civil e, na sequência, foram levados aos respectivos presídios de suas corporações. Seus nomes não foram divulgados.

Entenda o caso

De acordo com as autoridades envolvidas na operação, a vítima é um empresário da cidade de Santos. Em julho deste ano, ele foi abordado pelo grupo de policiais quando estava em São Paulo e encaminhado até o 73º distrito policial, no Jaçanã, zona norte da capital paulista. Lá, os acusados passaram a ameaçar o empresário, exigindo a quantia de R$ 2 milhões.

De acordo com a vítima, ela teria pago R$ 450 mil no mesmo dia em que foi abordada pelos policiais e outros R$ 550 mil no dia seguinte. O restante, segundo ela, não foi desembolsado.

Com a extorsão persistindo, o empresário procurou, em Santos, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão pertencente ao Ministério Público. Lá, foi orientado a procurar a Corregedoria da Polícia Civil, que também acionou a delegacia antissequestro para denunciar os policiais. A Promotoria Pública também acompanhou a operação.

Caso a extorsão fosse bem-sucedida, o empresário teria de desembolsar R$ 6 milhões: R$ 2 milhões para os policiais e outros R$ 4 milhões para o suposto mandante da abordagem.

A Corregedoria da Polícia Civil informou ao UOL que não poderia passar mais informações, já que o caso é mantido em sigilo. Já a Corregedoria da Polícia Militar afirmou que trabalhou como apoio na investigação dos policiais civis e do Gaeco, já que os três PMs envolvidos faziam bico para um empresário.

Já o Gaeco de Santos informou que, após receber as informações do caso pelo empresário, as encaminhou para a Corregedoria da Polícia Civil.

Fonte: UOLPortal do Bitcoin  

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