Desenvolvedoras aprovam as versões mais poderosas do Xbox One e do PS4

Por Redação | 27.06.2016 às 18:32
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Um dos pontos altos dos últimos meses — e da última E3 — no mundo dos games envolve os futuros lançamentos de versões aprimoradas do Xbox One e do PlayStation 4. Os consoles devem evoluir ainda se mantendo na oitava geração e deixam muita gente curiosa sobre o que vem adiante. Quem começa a matar tal curiosidade é ninguém menos do que três das principais desenvolvedoras de games da atualidade: Electronic Arts, Ubisoft e Take-Two (dona da Rockstar e da 2K Games).

Em conversa com o site GameIndustry.biz, executivos das companhias afirmam que o Xbox Scorpio e o PlayStation Neo apresentam uma “inacreditável evolução positiva” em relação aos modelos atuais disponíveis no mercado. “Eu vejo isso como uma atualização de hardware que vai, de fato, estender o ciclo [desta geração de consoles]”, comenta a executiva da EA Laura Miele. “Eu realmente vejo isso mais como uma inacreditável evolução positiva da estratégia de negócios para os jogadores, para a indústria e, definitivamente, para a EA”, complementa Miele, destacando ainda que essa transição gradual para a próxima geração é mais positiva do que o modelo adotado até então pelas fabricantes.

Apostando que os passos dados por Microsoft e Sony não vai criar um racha entre os gamers, afinal as duas empresas garantem que os donos de modelos atuais do Xbox One e do PlayStation 4 não ficarão desamparados, o executivo da Ubisoft Alain Corre é outro que apoia a medida. “O bonito de tudo isso é que não vai dividir as comunidades”, comenta. “Eu penso que, com a evolução tecnológica, é melhor fazer isso do que como fazíamos antes, criando um jogo para a próxima geração e um outro diferente a partir do zero para a geração anterior de hardware. Agora, nós podemos levar o melhor para o próximo console, mas ainda ter uma qualidade superboa para os consoles atuais, sem dividir a comunidade.”

O chefe da Take-Two, Strauss Zelnick, aposta que a indústria dos consoles estaria entrando em uma fase com ciclos de atualização semelhantes aos dos smartphones. “Isso seria muito bom para nós, obviamente”, comenta. “Ter uma paisagem na qual você pode colocar um game sem se preocupar com isso, da mesma forma como quando você cria um programa de TV e não pergunta a si mesmo 'em que monitor isso vai ser reproduzido?'. Ele pode ser visto em uma TV a cores de 1964 ou em uma televisão 4K novinha, mas mesmo assim ainda vai ser um bom programa de TV”, prossegue Zelnick.

Expectativas e dúvidas

Ou seja, pelas conversas que os mandachuvas da Sony e da Microsoft tiveram com os grandões da indústria dos games, os novos consoles prometem bastante. A pergunta que fica, porém, é: será que uma ótima estratégia (para as empresas) de diminuir o ciclo de atualização de hardware a fim de estender a vida útil de uma geração pode trazer bons frutos para os consumidores?

A comparação de Zelnick com o ciclo dos smartphones, cujas principais linhas ganham modelos atualizados todos os anos, é válida e pode levantar alguns questionamentos. Em um país como o Brasil, onde os consoles não são exatamente baratos, você se vê trocando de aparelho a cada três ou quatro anos?

Fonte: GameIndustry.biz