Xbox One X vs. PS4 Pro: quem leva a melhor? [Comparativo]

Por Redação | 12 de Junho de 2017 às 10h44

Depois de um ano de mistério, a Microsoft finalmente apresentou o seu novo console, o Xbox One X. Com foco inteiramente em 4K, o sistema é realmente um monstro e superior a tudo aquilo que a gente já viu em termos de hardware até aqui. Não por acaso, os jogos anunciados têm gráficos de cair o queixo e mostram como o futuro dos games será cada vez mais lindo e rico em detalhes.

Porém, ao mesmo tempo em que respondeu praticamente a todas as dúvidas em relação ao antigo Project Scorpio, a Microsoft levantou outras questões, desta vez no campo prático. Afinal, como o novo console se sai comparado ao PS4 Pro? Foi exatamente essa pergunta que todo mundo fez ao fim da conferência deste domingo (11) e seguirão fazendo ao longo desta segunda-feira enquanto aguardam a apresentação da Sony.

Os dois consoles vão competir pelo mesmo público oferecendo propostas semelhantes — o tão cobiçado 4K —, mas será que eles oferecem potencial equivalente ou a Microsoft realmente conseguiu construir o sistema mais poderoso já feito até hoje, como ela repetiu tantas vezes em sua apresentação? Pois é o que queremos descobrir.

Configurações

A comparação mais básica entre o Xbox One X e o PS4 Pro é a configuração. Ambas as empresas alardearam muito sobre o assunto, mas nunca colocaram as duas especificações em perspectiva para que pudéssemos comparar. E há uma razão bem clara para isso.

Lançado em novembro do ano passado, o PS4 Pro conta com:

  • Processador x86-64 AMD Jaguar de 8 núcleos;
  • GPU baseada na tecnologia da AMD Radeon com 4,20 TFLOPS;
  • 8 GB de memória GDDR5;
  • 1 TB de armazenamento;
  • Suporte para discos Blu-Ray.

Já o Xbox One X chega no próximo dia 7 de novembro — ou seja, um ano depois de seu maior rival — e oferece:

  • Processador Project Scorpio com oito núcleos x86 customizados a 2,3 GHz;
  • GPU com 40 unidades de computação customizadas a 1.172 MHz e 6 TFLOPS;
  • 12 GB de memória GDDR5;1 TB de armazenamento;
  • Suporte para Blu-rays em 4K.

Isso mostra como, de fato, o Xbox One X é superior em termos técnicos. Esse ano adicional que a Microsoft levou para desenvolver o console deu a ela mais tempo para aprimorar algumas características e trazer um sistema muito mais robusto. Parrudo, até. Não por acaso, sua CPU consegue ser 31% melhor do que no Xbox One original e sua GPU entrega um desempenho 4,6 vezes maior. Em outras palavras, é coisa para caramba.

Comparando do lado da Sony, a evolução do PS4 Pro para o PlayStation 4 original também foi de 31% na velocidade do processador, mas de apenas 2,3 vezes na GPU — ou seja, metade do que a concorrência fez.

Isso quer dizer, portanto, que os jogos serão muito mais bonitos no Xbox One X? Não necessariamente. Primeiro, é preciso levar em conta que o PS4 já tinha uma vantagem em relação ao Xbox One, o que faz com que essa mudança no cenário não seja tão drástica no fim das contas. É significativa, é verdade, mas não absurda.

Além disso, há outros fatores no desenvolvimento que podem aproximar as duas experiências, principalmente em jogos multiplataforma. Por outro lado, a briga tende a ficar bem mais agressiva no campo dos exclusivos. Basta ver como Forza Motorsport 7 chega quebrando todas as barreiras e trazendo um jogo lindo e rodando a 4K e 60 fps sem pestanejar. É algo que a Sony vai ter de dar um jeito de competir — principalmente com Gran Turismo.

O fato de o PS4 Pro não suportar Blu-Rays em UHD é uma desvantagem para a Sony, já que o Xbox One X se mostra uma máquina multimídia mais completa nesse sentido. É um extra, é verdade, mas que muita gente vai apontar como diferencial.

Desempenho

É realmente difícil fazer esse comparativo agora, já que o Xbox One X ainda não foi devidamente lançado e tudo o que temos são afirmações da Microsoft e algumas rápidas demonstrações. Porém, o que sabemos é que o console realmente será capaz de trazer a tão comentada resolução 4K nativa e, em alguns casos, com uma estabilidade de cair o queijo. Basta ver o já citado Forza 7. Isso é apenas uma amostra do que está por vir do lado verde da Força.

Já no canto azul, a coisa é um pouco mais delicada. A Sony falou muito no 4K, mas a verdade é que o PS4 Pro não roda exatamente em UHD, mas em algo muito próximo disso. O console usa alguns truques e técnicas de renderização que elevam a qualidade dos jogos e chegam perto da resolução, mas ainda não é algo nativo.

Porém, como citado antes, o desempenho real de cada jogo vai variar de acordo com outros fatores, incluindo a proposta. Um jogo como Destiny 2, por exemplo, vai depender muito mais da unidade de processamento do que da parte visual e isso meio que vai igualar as coisas no fim das contas. Por outro lado, jogos com um apelo muito mais gráfico, como o próprio Forza, vão fazer a balança pender para o lado da Microsoft.

Preço

Mas não adianta ser apenas mais poderoso se o produto não for acessível. E, nesse aspecto, a Sony pode ter uma pequena vantagem, já que vemos o mesmo cenário de 2013 sendo redesenhado em pleno 2017. A diferença de US$ 100 que separava o Xbox One do PS4 foi crucial na balança e fez muita gente migrar para o novo PlayStation. E agora temos os mesmos valores se repetindo por aqui.

O Xbox One X vai custar os mesmos US$ 499 cobrados pelo primeiro modelo de seu antecessor. Já o PS4 Pro chegou às lojas por US$ 399 — valor que ainda pode ser reduzido na conferência da Sony nesta segunda-feira. À primeira vista, a diferença pode até não parecer grande coisa, mas pode ser determinando para o consumidor final, como já se provou outras vezes.

Jogos

Essa é a parte que realmente importa. Afinal, de nada adianta dois consoles monstruosos se eles não têm jogos que satisfaçam a sanha do público por novidades. E, nesse aspecto, a Microsoft já começou muito bem a E3 deste ano. Em sua conferência, a empresa apresentou 42 títulos, sendo 22 deles exclusivos para o Xbox. É claro que isso diz respeito à lista geral de seu ecossistema, mas vimos muita coisa sendo direcionada ao novo Xbox One X.

É o caso de Forza e do recém-anunciado Anthem, da BioWare. A apresentação oficial do game aconteceu durante a apresentação da Microsoft exatamente para que o estúdio pudesse mostrar como o novo hardware ia fazer com que o game ficasse lindo. E, de fato, foi o que aconteceu. Além disso, já foi dito que os exclusivos do Xbox One, como Gears of War 4 e Halo 5 vão ganhar atualizações gratuitas para 4K. Em compensação, nenhuma novidade sobre sequências foi revelada.

Já a Sony tem uma biblioteca de peso a seu favor. Além de jogos que já fazem parte de seu catálogo 4K, como The Last of Us, Horizon: Zero Dawn e Uncharted 4: A Thief’s End, devemos ver ainda a resolução brilhar durante o gameplay de God of War, The Last of Us Part 2 e Gran Turismo Sport. Isso, é claro, se não tivermos uma surpresa no meio do caminho.

Retrocompatibilidade

Para fechar o pacote, um aspecto com o qual a Microsoft vem batendo na cara da Sony com força. Até agora, o PS4 Pro não recebeu suporte a retrocompatibilidade com games de PS3 e muito menos de PS2 — e nem deve ganhar, levando em conta as recentes afirmações de seus executivos. No máximo, a empresa relança esses jogos na PSN para lucrar em cima de seus velhos clássicos.

Por outro lado, a Microsoft não só tem um catálogo considerável de jogos do Xbox 360 funcionando no One como ainda revelou que jogos do Xbox original também passarão a funcionar na nova geração. É uma evolução de seu maior diferencial e que apenas aumenta o abismo que separa as duas empresas nesse aspecto.

Veredito

Diante disso tudo, não há como negar que o Xbox One X é realmente um console muito acima daquilo que a gente já viu em termos de hardware. Ele é poderoso e capaz de entregar um desempenho que, embora tente, a Sony ainda não consegue reproduzir com o PS4 Pro. É algo que pode mudar muito em breve? É claro, mas ainda não vimos isso acontecer.

E isso faz com que o Xbox One X seja muito melhor do que o PS4 Pro? Também não. O fato de o hardware ser mais potente é importante, de fato, mas a biblioteca de jogos e o preço do sistema de Sony também são grandes diferenciais que podem conquistar uma boa parcela do público.

Assim, no fim das contas, quem sai ganhando é o mercado como um todo. Deixando a velha briguinha entre as empresas de lado, essa evolução apenas faz com que os games fiquem ainda melhores e isso é bom para todo mundo.

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