R$ 490 milhões em dados do Xbox caíram nas mãos de hackers

Por Redação | 01 de Outubro de 2014 às 12h45
photo_camera Divulgação

Cinco pessoas foram acusadas de terem invadido servidores de desenvolvedores de jogos e roubado propriedade intelectual. Dois deles, um canadense de 22 anos, chamado de David Pakora, e um norte-americano de 28 anos, chamado de Sanadodeh Nesheiwat, declararam-se culpados pelo crime.

Nathan Leroux e Austin Alcala, de 20 e 18 anos, respectivamente, foram acusados e deverão ser julgados. Um outro jovem australiano que não teve o nome revelado será julgado em seu próprio país de origem.

Apesar da idade, o subprocurador dos Estados Unidos, Ed McAndrew, disse, após audiência no tribunal nesta terça-feira, que eles eram "hackers extremamente sofisticados", segundo informações do jornal The Guardian.

Os dois acusados que se declararam culpados fazem parte do grupo hacker autointitulado The Xbox Underground, que está sob investigação devido a crimes cibernéticos de invasão e furto de dados confidenciais. O golpe, que começou em janeiro de 2011 e se desenrolou até março deste ano, envolveu a invasão de servidores de empresas como a própria Microsoft, a Epic Games, a Valve Corporation e a Zombie Studios.

O Exército dos Estados Unidos, que realizava um experimento que envolvia um simulador para pilotos de helicóptero em parceria com a Zombie Studios, também teve um servidor supostamente violado pelo grupo hacker.

Os dados a que os criminosos tiveram acesso incluem informações confidenciais sobre os jogos Call of Duty e Gears of War 3, apenas para citar alguns. Códigos que não tinham nem mesmo sido revelados sobre o Xbox One também caíram nas mãos dos acusados, assim como dados financeiros, que permanecem intactos, segundo informações. O valor de todo esse material é calculado entre R$ 240 milhões a R$ 490 milhões.

Para conseguir acesso às informações, o grupo utilizou injeções SQL e logins e senhas roubadas para invadir as máquinas de funcionários que trabalhavam nessas companhias, bem como suas desenvolvedoras parceiras.

Os jovens acusados responderão por roubo de propriedade intelectual e informações e conspiração para usar, compartilhar e vender informações roubadas. O julgamento está marcado para janeiro de 2015 e os responsáveis pelos delitos deverão pegar até cinco anos de prisão.

Fonte: http://www.tecmundo.com.br/m/63810.htm

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