Presidente da Nintendo não vê o fim dos portáteis por conta de novas plataformas

Por Redação | 22 de Agosto de 2012 às 15h44

O presidente da Nintendo, Satoru Iwata, falou a respeito do mercado de portáteis, no qual o 3DS foi citado. Como estamos em um período em que os smartphones e tablets se tornaram novas plataformas para games, alguns especialistas acreditam que o mercado para os consoles portáteis de empresas como a Big N possam perder a vez.

No entanto Iwata vê a competição de forma diferente, achando que há espaço para todos, desde que a criatividade na produção de bons títulos continue sendo estimulada, sendo essa a força necessária encontrada para suprir os portáteis no mercado.

"Não acho que não haja um futuro brilhante para os dispositivos portáteis, mas entendo que a competição, novamente com o surgimento de dispositivos inteligentes, é diferente, e eu reconheço", disse Iwata, em entrevista para o Kotaku.

tablet

Quanto a instauração de uma política positiva sobre a qualidade dos jogos, ele acredita que as coisas podem funcionar bem nesse sentido, pois quando existe um bom jogo no mercado, não há como um jogador não se interessar por ele, o que faz a existência dos portáteis persistir. E atualmente, os jogadores procuram experiências mais profundas.

"Antes tínhamos que pensar, 'ok, como estamos competindo com a Sony? Como estamos competindo com a Microsoft? Como competir com todos os títulos de outro hardware e todos os outros editores lá fora?' Uma forma de garantir que o mercado para jogos portáteis continue fluindo é levar games mais divertidos, com experiências atraentes e mais profundas, para que seja algo único", disse o japonês.

Como caminha a evolução tecnológica, não podemos estranhar que as pessoas queiram cada vez mais novos tipos de interação, por isso o presidente da Nintendo acredita que isso não funcionará como interferência. "Acredito que a mudança de ambientes, e toda essa progressão, só acarretará em 'como' as pessoas jogam, como elas querem gastar seu tempo. Dito isso, acredito mais uma vez no fator experimental de cada jogo, e isso não tem como fazer desaparecer", completou Iwata.

Trocando em miúdos, não adianta só criar um jogo, tem que ter talento para agradar os gamers com eles, independente da plataforma.

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