Para sair do vermelho, Atari vai investir em cassinos online e no público LGBT

Por Redação | 20 de Junho de 2014 às 09h04
photo_camera Divulgação

A Atari, uma das empresas mais icônicas do mundo dos games, está aos poucos voltando à ativa. E nesta quinta-feira (19), a companhia finalmente divulgou seus planos de reestruturação para se tornar mais uma vez relevante no mercado.

De acordo com Frederic Chesnais, CEO da Atari, a entidade manterá sua posição de não lançar um novo hardware, algo que o executivo já tinha anunciado em maio deste ano e que, caso fosse decidido, poderia levar a empresa à falência. Mais do que focar na produção de um console inédito ou no lançamento de produtos licenciados, a companhia planeja liberar o uso de algumas de suas marcas mais famosas e alcançar mais usuários com uma gama de novos serviços, incluindo cassinos online e conteúdos em vídeo.

"Como uma empresa de produção de entretenimento interativo, a Atari está estendendo seus jogos clássicos para várias plataformas, incluindo as móveis (iOS e Android), o PC, o online [redes sociais] e outras mídias digitais [possivelmente os consoles de nova geração]", disse a companhia em um comunicado oficial, intitulado Corporate Comeback Strategy ("Estratégia Empresarial de Retorno", na tradução livre).

Chesnais destacou que a empresa vai capitalizar seus recursos em outros mercados de rápido crescimento e chegar a novos públicos, entre eles o LGBT, que a Atari considera um dos mais importantes para a marca. A empresa ainda cita que continuará seu negócio de hardware, "particularmente focado em jogos e dispositivos vestíveis", mas não especificou como essa medida irá funcionar.

Além disso, a companhia vai promover a produção de conteúdos exclusivos para o YouTube, como shows e séries especiais, assim como o relançamento dos títulos mais nostálgicos da história da empresa. Entre os jogos já confirmados estão sucessos como Haunted House e RollerCoaster Tycoon Mobile 4, ambos para tablets e smartphones, e do game Minimum, um MMO para navegadores. Também está nos planos da Atari lançar Asteroids para celulares.

"A Atari é mais do que uma distribuidora, é uma marca icônica que estabeleceu uma cultura apaixonante e atemporal. Nós estamos começando um exercício de reconstrução em uma indústria altamente volátil, por isto, ao mesmo tempo, estamos cientes dos desafios a frente", completou Chesnais.

Crise

Atari

Em janeiro do ano passado, a Atari anunciou que havia entrado com pedido de falência nos Estados Unidos, visando se separar de sua parceira francesa, a Atari SA (também conhecida como Infogrames). Na época, a empresa afirmou que a decisão era uma forma de se livrar dos prejuízos e focar nos dispositivos móveis e licenciamento de seus produtos. Tempo depois, a companhia decidiu vender seus ativos separadamente em um leilão para tentar levantar US$ 22,2 milhões.

O CEO Frederic Chesnais disse em maio ao site VentureBeat que viu como seria difícil trazer a identidade da Atari de volta depois de anos liderada por uma péssima gestão. Segundo o executivo, o objetivo principal não é lançar novos produtos só por causa do clima nostálgico dos jogos da Atari, pois a empresa "está muito além disso". "A Atari é uma marca mundial. É uma marca de estilo de vida", afirmou.

Fundada em 28 de junho de 1972 por Nolan Bushnell e Ted Dabney, a Atari é considerada uma das empresas pioneiras do mercado de games. Ela é mundialmente conhecida pelos títulos Centipede, Asteroids e Pong, este último apontado como um dos responsáveis pela ascenção e popularização dos videogames. A entidade também é conhecida pelo console Atari 2600, sucesso na década de 1980.

Siga o Canaltech no Twitter!

Não perca nenhuma novidade do mundo da tecnologia.