No futuro, dispositivos 'usáveis' e da IOT devem coletar energia do corpo humano

Por Redação | 12 de Agosto de 2014 às 10h35
photo_camera Divulgação

Os dispositivos usáveis e os produtos criados com a tendência da Internet das Coisas (IoT) deverão utilizar a energia do corpo humano como bateria no futuro. É o que defenderam pesquisadores na conferência Hot Chips, realizada na Universidade de Stanford, Califórnia, neste final de semana.

O tema das baterias foi uma das discussões centrais do simpósio, que reúne anualmente especialistas do setor. Um dos principais problemas que a indústria de tecnologia enfrenta atualmente é que cada vez mais os dispositivos e circuitos estão encolhendo, mas as baterias e suas capacidades, não.

Uma alternativa para a situação seria esses dispositivos coletarem energia a partir do calor do corpo humano (térmica), da movimentação (energia cinética) e da luz ambiente (solar) para ser convertida em eletricidade.

A tecnologia para esse tipo de solução ainda está surgindo, mas como explicou o engenheiro de design da Texas Instruments, Yogesh Ramadass, durante o evento, o momento para substituir as baterias já está se tornando "conveniente".

Apesar das quantidades de energia serem muito pequenas (estimadas em microwatts) para carregar completamente dispositivos como smartwatches e pulseiras esportivas, a ideia é que essa energia poderia ser utilizada para transferências rápidas de dados em intervalos específicos.

Conforme Ramadass afirmou ao site PC World, uma das principais fontes de energia poderia surgir do uso de células termoelétricas, que coletam o calor ambiente. Esse tipo de célula poderia ser usada em dispositivos médicos, por exemplo, e coletaria o calor do corpo para gerar quantidades de 30 a 40 microwatts de energia – semelhante ao gerado por uma célula solar.

Essa energia, em seguida, poderia ser utilizada para sustentar a transferência de dados de um dispositivo para outro de maneira wireless. Essa transferência poderia estimular muito a adoção e sustentar infraestruturas no contexto da IoT, sem a necessidade de baterias tradicionais.

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