Você está pronto para a verticalização da nuvem?

Por Colaborador externo | 14 de Julho de 2015 às 12h23

Por Fabio Piastrelli*

Não há dúvidas de que o modelo cloud computing chegou para ficar. Anunciado como tendência há poucos anos, hoje é fato e vem ganhando espaço gradativamente nas organizações cujas áreas de TI estão transformando-se para assumir posições mais estratégicas.

A computação em nuvem, inclusive no Brasil, vem ganhando confiança e conquistando adeptos rapidamente. De acordo com um estudo da Frost&Sullivan, até dezembro de 2015, 66% das corporações no país devem usar pelo menos uma oferta em nuvem e 41%, quase a metade das pesquisadas, já utilizam.

Mas de fato, em que caso as aplicações cloud podem fazer toda a diferença para as empresas? Como podem ajudá-las a tornarem-se mais competitivas? Para responder a estas questões sugiro partir de duas premissas. A primeira é a de que os principais atrativos do modelo na nuvem para as empresas residem em economia, agilidade e mobilidade. A segunda é que as soluções verticais, pensadas para segmentos específicos (hospitais, seguradoras, etc), estão em alta uma vez que as empresas já entenderam que as multipropósito (sistemas de gestão), embora excelentes para padronização de processos e organização financeira, não dão conta de atender plenamente aos requisitos de todas as áreas de negócio, em qualquer segmento.

Então, a conclusão que se pode tirar para elaborar estas respostas é que as companhias precisam empregar o modelo cloud em suas soluções específicas de negócios, a fim de tirar partido do melhor que as soluções na nuvem são capazes de proporcionar, potencializando e somando forças com os benefícios das soluções verticais como especificidade setorial das ferramentas, a alta escalabilidade, a capacidade de inovação, entre outros.

Juntando o melhor dos dois mundos - o software de aplicações verticais e a arquitetura cloud -, as empresas estão sendo atraídas a substituir seus sistemas genéricos, em geral, altamente customizados e baseados em tecnologias fechadas, e seus sistemas legados, ambos pouco conectáveis e escaláveis. As soluções verticais na nuvem as sucedem ofertando baixo custo e agilidade para a implantação e manutenção, bem como, um conveniente modelo auto ajustável de cobrança, baseado no uso da ferramenta, simples como uma conta de água. Por fim, uma janela importante também se abre: a aquisição de novas capacidades a partir de funcionalidades que já fazem parte da ferramenta, incorporando as melhores práticas do mercado.

A revolução que a verticalização da nuvem causará no mercado de TI será similar àquelas provocadas pelo Netflix no campo do cinema e pelo Deezer na música. E embora hoje o mercado ainda esteja em uma etapa intermediária, adaptando-se à arquitetura, experimentando soluções em áreas menos críticas, o vertical cloud será, sem dúvida, o passo seguinte e definitivo.

*Fabio Piastrelli é sócio diretor da Gera.

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