TI: empresas sabem que precisam ser ágeis, mas desconhecem como fazer isso

Por Redação | 28 de Agosto de 2015 às 14h20

Uma nova pesquisa encomendada pela Oracle provou que, por mais que a maioria dos executivos e responsáveis por tecnologia da informação saiba que a agilidade é um fator essencial para os negócios, muitos deles não sabem exatamente como atuar de forma mais veloz. Mais especificamente, os entrevistados pelo estudo desconhecem de que maneira tecnologias como a nuvem, por exemplo, podem trazer vantagens competitivas, apenas sabem que isso é possível.

O Brasil ficou em segundo lugar em um ranking de “noção de agilidade”, com 72% dos participantes do estudo afirmando acreditar que suas empresas são capazes de tomar decisões rápidas ou se ajustar a novas oportunidades. O país ficou atrás apenas da China, com 80%, enquanto o total global nesse quesito foi de 64%.

Mais do que isso, 89% dos entrevistados nacionais acreditam que a agilidade no desenvolvimento e lançamento das soluções pode ser crítica para o negócio, um total refletido em todo o mundo, com 81% de concordância. Ao mesmo tempo, essa exata característica foi vista por 27% dos entrevistados globais como uma das grandes ameaças para seus negócios, já que a concorrência saindo na frente pode ser uma desvantagem igualmente importante.

E é justamente aqui que começa o grande nó encontrado pelo estudo da Oracle. No Brasil, 47% das empresas afirmaram não possuírem uma estrutura de TI capaz de lidar com os desafios dessa competitividade exacerbada (esse total é de 52% no mundo), enquanto apenas metade das empresas consegue desenvolver aplicativos e soluções móveis em menos de seis meses. O total, aqui, cai para 30% quando se fala em um período de apenas 30 dias, mostrando um grande desafio no que toca a agilidade.

Mais do que isso, existe um desconhecimento geral sobre as benesses que uma arquitetura de cloud computing ou de plataforma como serviço, por exemplo, podem realizar sobre os negócios. Muitos dos entrevistados disseram nem mesmo conhecer exatamente como tudo funciona – 49% dos participantes globais do estudo afirmaram não saber se seus sistemas internos e fluxo de trabalho pode ser transferido para a nuvem, seja ela interna, pública ou híbrida.

Aqui, porém, o Brasil parece novamente estar em vantagem. 44% dos entrevistados pela Oracle disseram entender exatamente como funciona os sistemas de plataforma como serviço, enquanto 31% disseram que a redução no tempo de desenvolvimento proporcionado por uma arquitetura desse tipo é o ponto crucial para uma mudança dessas. O grande benefício, porém, acaba sendo a economia de custos com infraestrutura, um fator citado por 47% dos entrevistados.

Para a Oracle, a pesquisa também deve ser responsável por uma mudança na estratégia de negócios. A empresa afirma que, tão importante quanto desenvolver ferramentas que auxiliem as empresas a manter sua competitividade, é também garantir que os potenciais clientes saibam de que forma esse tipo de estrutura pode ajudá-los. Demonstrações e apresentações devem ser a chave para que esse tipo de funcionalidade seja reconhecida de forma mais clara e direta.

Para a empresa, tudo depende de que maneira os investimentos são feitos, algo que esse desconhecimento geral também pode prejudicar. Para Robert Shimp, vice-presidente de tecnologia para negócios da Oracle, a ideia é mostrar que um gasto bem-feito e nas áreas corretas pode ser a diferença para obter a agilidade que é tão necessária para os negócios.

O estudo foi realizado com a participação de 2,2 mil funcionários de grandes empresas ao redor do mundo. Além de Brasil e China, os entrevistados são do Reino Unido, Estados Unidos, Coreia do Sul, França, Alemanha, Austrália, entre outros.

Fonte: Oracle

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