Soluções de Disaster Recovery ainda engatinham para terem relevância no Brasil

Por Colaborador externo | 28 de Agosto de 2017 às 20h05

Por Rodrigo Radaieski e Karina Costa*

Ao longo dos anos e ainda mais recentemente, percebemos o crescimento no número de empresas que sofrem com algum tipo de interrupção severa em sistemas críticos na prestação de serviços devido a fatalidades como quedas de energia, indisponibilidade de links de dados ou incidentes de infraestrutura relativas a servidores ou data center. Para evitar prejuízos, muitos CIO’s começaram a buscar uma solução chamada Disaster Recovery. O DR, como é conhecido pelo mercado, é um conjunto de políticas e procedimentos que permite a recuperação da infraestrutura de tecnologia e sistemas vitais das empresas na sequência de um desastre. Com ele, é possível fazer uma análise de riscos, ameaças e vulnerabilidades no ambiente de TI da companhia e assim, estruturar um plano de continuidade do negócio envolvendo processos e os respectivos sistemas que os sustentam.

O serviço é ideal para corporações que buscam parceiros em nuvem pois auxilia a redução de riscos e custos, já que oferece replicação de dados, continuidade dos negócios em caso de danos e evita que o ambiente operacional sofra com lentidão se o sistema for derrubado.

De acordo com levantamentos de mercado, estima-se que 44% das empresas do mundo já passaram por alguma situação em que houve falhas ou danos aos dados. Além disso, 51% dos executivos de grandes empresas nunca ouviram falar ou pensaram em uma solução de contingência para seus negócios. Mesmo com essas porcentagens elevadas, aqui no Brasil, muitas empresas ainda resistem a implantação desta solução.

Mas para adotar este tipo de solução é necessária uma consultoria que trabalhe alguns conceitos onde é possível mapear que tipo de falhas realmente possam impactar os negócios, identifique o que gera perda financeira e o que pode trazer uma imagem negativa para a empresa.

A resistência na contratação deste tipo de solução já é bastante conhecida pelo mercado brasileiro. Antigamente, o DR era uma regra de compliance fundamental para grandes entidades financeiras, mas possuía um custo muito elevado por conta de toda a infraestrutura que era necessária. Atualmente, com tecnologias recentes e o cloud computing, fez com que esse custo fosse reduzido, permitindo que a solução esteja cada vez mais acessível para as empresas.

Porém, muitos empresários ainda adquirem o DR com o pensamento de que se contrata um produto estático. A tecnologia hoje disponível apenas torna mais acessível a realização de Disaster Recovery, no entanto, isto é apenas parte de um plano de continuidade de negócios a ser elaborado e atualizando constantemente pelas empesas. O Plano de Continuidade de Negócios visa deixar claro quais sistemas e soluções terão continuidade, os passos e procedimentos para ativar e retornar um Disaster Recovery, o tempo de execução de cada fase e quais os responsáveis por cada um dos passos. Por último, mas ainda sim fundamental, é validar e testar este plano pelo menos duas vezes por ano.

Por isso, se faz cada vez mais necessário que empresários e CIO’s estejam atentos às possibilidades e benefícios que o Disaster Recovery pode trazer aos negócios da empresa. Tratar a segurança dos dados de forma negligente pode acarretar em prejuízos incalculáveis. Com um serviço de DR funcionando a todo vapor, esse risco diminui e garante a continuidade dos negócios.

*Rodrigo Radaieski é gerente de cloud gerenciado e Karina Costa é executiva de contas da Mandic Cloud Solutions.

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