Pesquisa prevê segunda onda de adoção de nuvem com foco em aumento de receitas

Por Rafael Romer | 27 de Agosto de 2015 às 09h16

A Cisco e a IDC divulgaram nesta quinta-feira (27) um levantamento que aponta para a chegada de uma "segunda onda" de adoção de computação em nuvem pelas empresas. Neste novo momento, a visão tradicional de nuvem como forma de aumentar a eficiência e reduzir custos deverá ser substituída por um foco mais amplo no negócio, voltado à inovação e ao crescimento da companhia.

A pesquisa foi realizada com executivos de TI de 3.400 empresas de 17 países, sendo 12% das empresas da América Latina. No total, 57% dos entrevistados afirmaram já usarem e/ou terem planos concretos para seus programas de nuvem pública, privada ou híbrida dentro da organização.

Entre eles, 53% dos respondentes indicaram que esperam que a adoção de nuvem gere um aumento nas receitas da empresa em até dois anos. O índice revela um número alto de empresas que agora buscam na tecnologia uma forma de ampliar suas possibilidades de negócios, não apenas para aumento de eficiência. Visões tradicionais do uso da computação em nuvem, como para o ganho de agilidade e redução dos custos de TI, tiveram resultados bem menores em comparação, sendo a expectativa de respectivamente 25% e 28% das empresas.

"A primeira migração dos clientes para a cloud foi basicamente avulsa para melhorar a eficiência operacional. Esse foi o grande movimento inicial", explicou o Diretor de Desenvolvimento do Mercado de Cloud da Cisco para a América Latina, Marco Sena. "Nessa onda, as empresas estão entendendo que, se adotarem cloud de uma forma estratégica, isso vai impactar diretamente no crescimento das receitas da empresa e otimização dos recursos de TI".

A IDC aponta hoje cinco estágios de maturidade de adoção da nuvem, cada um caracterizado por um nível de implementação da tecnologia dentro das corporações. No nível mais básico, estão as empresas "ad hoc" (32% do total), que utilizam a nuvem para questões pontuais e às vezes até através de programas não-autorizados dentro das empresas, na tendência da chamada shadow IT.

Os níveis avançam para as iniciativas apelidadas de "oportunistas" (11%), "repetíveis" (16%), "gerenciadas" (8%), até o nível mais avançado de adoção de nuvem, das empresas "otimizadas" (apenas 1% das companhias), caracterizadas principalmente pelo uso da nuvem para impulsionar a inovação dentro da empresa. Os 32% restantes foram identificadas como as empresas que não possuem nenhuma estratégia de nuvem formatada.

Das empresas que saltaram do nível "ad hoc" para o nível "otimizado", a consultoria observa uma série de ganhos. No total, 10,4% das empresas que amadureceram seus programas de nuvem observaram aumento nas receitas, enquanto 77% delas tiveram redução dos custos de TI e quase todas (99%) observaram uma diminuição no tempo de prestação de serviços e aplicações de TI . Além disso, foi observado uma redução de custos de até US$ 1,2 milhão por aplicação baseada em nuvem.

O cenário também parece ser especialmente promissor para as empresas da região da América Latina. A pesquisa identificou que a região é a segunda de maior grau de maturidade, atrás apenas dos Estados Unidos, o que mostra o avanço da chamada "segunda onda" da computação em nuvem. Das empresas pesquisadas, 29% entraram nos níveis de estratégias de nuvem repetível, gerenciada ou otimizada. Nos Estados Unidos, o índice foi de 34%. Na ponta oposta do ranking estão países como Japão (9%), Holanda (17%) e Coréia do Sul (18%).

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