Perspectivas para adoção da nuvem híbrida

Por Colaborador externo | 02 de Dezembro de 2017 às 09h05

Por Maurício Cascão*

Já faz algum tempo que ouvimos falar sobre a adoção do cloud computing e vejo que, de fato, as companhias têm investido fortemente nesta tecnologia. Por mais que o tema venha sendo amplamente discutido, muitas dúvidas ainda permeiam os CIOs na hora de escolher a nuvem mais adequada para a sua operação.

Em meio a sopa de letrinhas que nos deparamos diariamente no meio tecnológico, não é à toa que existem inúmeras dúvidas quanto a adoção de uma nuvem pública, privada ou híbrida. Aqui, gostaria de explorar um pouco mais sobre a opção híbrida, que, de acordo com o Gartner, até 2020 será a forma de cloud mais utilizada pelas companhias no mundo. Segundo o Instituto, isso acontecerá já que esse modelo permite a entrega do melhor de cada nuvem, seja em preço ou entrega técnica, tornando-se assim um ambiente viável para as empresas tirarem o máximo de proveito com o melhor custo que o cloud pode oferecer.

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Aqui no Brasil, esse mercado ainda enfrenta alguns obstáculos pela falta de capacitação de profissionais e a dificuldade que algumas empresas encontram em mudar um sistema que, teoricamente, já funciona para outro mais novo.

Em resumo, a nuvem híbrida surge quando há uma integração entre nuvem privada e pública. Para entendermos melhor como cada uma delas opera, destaco que a privada tem maior investimento e demanda de espaço dentro de uma empresa. Já a pública, tem baixo custo ou é até mesmo gratuita dependendo da exigência, e o servidor fica em datacenter externo.

O que ocorre no mercado brasileiro é uma alta procura por nuvem privada, já que esta possui uma arquitetura que interessa às companhias de médio a grande porte que decidiram investir em recurso computacional próprio, construindo assim uma nuvem privada. Porém, com o passar do tempo, esta opção começa a não atender a todas as demandas da empresa, já que os seus custos ficam elevados para que ela possa responder às necessidades crescentes da companhia. Diante deste impasse é que as corporações iniciam o processo de migrar parte do seu workload para ambiente de nuvem pública, reduzindo assim os seus custos e respondendo de forma mais ágil as demandas do negócio. Ao ter a mesma operação rodando em nuvens diferentes a integração entre elas pode se fazer necessária para uma jornada sustentada do uso do cloud computing.

A partir daí, é possível decidir em qual nuvem a companhia vai processar determinada informação e em qual será armazenado o seu banco de dados, a fim de extrair o máximo de recurso por ferramentas que permitem ter a utilização com ambientes distintos.

Mas para que a nuvem híbrida funcione adequadamente, é necessário ter um painel para empregar uma interface que atenda ambas as tecnologias, que são ferramentas prontas com capacidade de gerência. Assim, o CIO poderá acompanhar simultaneamente ambas e, em qualquer oscilação que o sistema apresente, ele poderá calibrar qual nuvem receberá a maior demanda até o sistema normalizar, por exemplo.

Por essa versatilidade, acredito que a nuvem híbrida será uma grande aposta das empresas em um curto espaço de tempo, já que no Brasil buscamos sempre a melhor performance por um custo cada vez mais atrativo, tendo em vista todas as mudanças econômicas que enfrentamos periodicamente.

*Maurício Cascão é CEO da Mandic Cloud Solutions, especialista em soluções corporativas em nuvem.

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