O universo corporativo está em nuvem

Por Colaborador externo | 23 de Maio de 2017 às 12h44

*Por Antonio Phelipe

Pesquisas recentes apontam que o uso mais comum da nuvem é para gestão de conteúdos e compartilhamento de arquivos. Mas é preciso doutrinar os líderes tomadores de decisão para entenderem que a capacidade da nuvem vai muito além. Ela é possível e totalmente recomendável aos sistemas de alta complexidade. Mais do que armazenar arquivos, a tecnologia comporta lojas virtuais, monitoramento de redes, banco de dados, backup, sistemas de gestão como ERP e CRM, entre outros.

A busca por um modelo de tecnologia ágil e flexível vem aumentando consideravelmente e evidencia o crescimento da adoção de infraestruturas híbridas, a fim de otimizar custos e melhorar a eficiência. Hoje, não é preciso adquirir servidores ou fazer cabeamentos. Esse tipo de atividade promove escalabilidade, um dos requisitos motivadores para a aquisição por parte dos clientes. De acordo com o Gartner, até 2020, 90% das empresas adotarão recursos para gerenciamento das infraestruturas híbridas.

Companhias que procuram agilidade estão buscando oportunidades nas soluções em nuvem para desenvolver modelos de negócios inovadores. A oferta de serviços voltados para Infraestrutura como Serviço (IaaS), Software como Serviço (SasS), Plataforma como Serviço (PaaS) e Business Proccess como Serviço (BPaaS) estão aumentando consideravelmente. Ainda de acordo com o Gartner, o mercado tradicional de Data Center terceirizado está recuando, enquanto o de IaaS em nuvem e hospedagem continua crescendo. Até 2020, os investimentos das empresas brasileiras em cloud devem chegar a US$ 20 bilhões. As ofertas são tão fascinantes que, até lá, 94% das companhias estarão utilizando a tecnologia.

O investimento em uma solução em nuvem pode parecer distante da realidade de muitas companhias. Entretanto, com a possibilidade de contratação sob demanda, como ofertado por muitas empresas prestadoras desse serviço, trata-se de uma solução de alta rentabilidade e baixo custo. Dessa forma, é possível fazer as contratações por projetos e períodos específicos, dispensando orçamentos gigantescos.

Mas as vantagens vão além do orçamento reduzido. Flexibilidade, praticidade e conectividade são palavras-chave em cloud computing. Flexibilidade porque os usuários podem acessar os dados corporativos a qualquer hora e lugar, já com possíveis alterações realizadas. Praticidade na utilização da base de dados que não precisa estar alocada dentro da estrutura da empresa, proporcionando redução de custos de infraestrutura e otimizando atividades operacionais. E, por fim, conectividade por permitir que diferentes soluções conversem entre si de forma simples e segura.

E por falar em segurança, profissionais enxergam o cloud computing como uma tecnologia positiva, mas ainda existem dúvidas relacionadas a sua vulnerabilidade. É importante ressaltar que as invasões acontecem justamente em sistemas instáveis que não receberam os devidos cuidados com a segurança. São necessários testes de correção e atualizações constantes para que as regras de firewall sejam seguidas e a operação não apresente riscos.

Esse novo ciclo exigirá das empresas um planejamento diferenciado e, por parte dos Data Centers externos, uma capacidade ainda maior para acolher essa nova demanda. O comportamento do mercado dita as regras da estratégia e a situação econômica do país forçou as empresas a reverem os investimentos e reduzirem os custos. A mudança da lógica do investimento para a contratação sob demanda aumentou o alcance da tecnologia, também, para micro e pequenas empresas e possibilitou a utilização de nuvens menos complexas, aumentando a abrangência da aplicação. As empresas que não acompanharem essa nova realidade permanecerão obsoletas e assumirão as consequências de ficarem atrasadas no processo de transformação digital, um caminho sem volta.

* Antonio Phelipe é Head de Negócios em Infraestrutura de TI da Algar Tech

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