Mercado de nuvem para PMEs deve movimentar US$ 6,6 bilhões no Brasil neste ano

Por Rafael Romer | 28.09.2016 às 18:01 - atualizado em 29.09.2016 às 00:48

O mercado de nuvem para pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras deverá movimentar cerca de US$ 6,6 bilhões (aproximadamente R$ 21 bilhões) no país neste ano, revelou o estudo Brazil Small & Medium Business: ICT & Cloud Services Tracker, divulgado nesta quarta-feira (28) pela Intel. Nos próximos quatro anos, a expectativa é que o mercado de tecnologia para PMEs no Brasilque salte dos atuais US$ 48 bilhões (R$ 155 bilhões) para US$ 63 bilhões (R$ 200 bilhões).

Neste ritmo de crescimento, o levantamento aponta que as tecnologias baseadas em computação em nuvem e mobilidade deverão ter uma adoção de três a sete vezes mais rápida do que as soluções on premise no período.

Ainda assim, o Brasil permanece distante de mercados maduros na adoção de nuvem. Dados da pesquisa classificam 69% das PMEs como "atrasadas" na implementação de cloud - percentual que representa apenas 32% e 38% das pequenas e médias dos Estados Unidos e Canadá, respectivamente.

Outro fator relevante observado é que as estratégias de adoção de nuvem ainda são bem diversas entre as as duas categorias de organizações pesquisadas.

Entre as pequenas empresas, a busca principal é por conexões melhores (prioridade de 30% dos respondentes), uso de social media marketing (30%) e soluções de comunicação (29%) mais eficientes com a adoção da nuvem. Já para as médias, as prioridades são ligadas principalmente à infraestrutura operacional, com temas como virtualização de servidores (59%), segurança (56% ) e ferramentas de gestão de TI (55%) estando entre os mais citados.

Gestão de documentos, ERP, CRM, gestão de pessoas e BI/Analytics formam a lista das aplicações de nuvem já em produção mais citadas pelas PMEs. No setor de softwares de colaboração, redes social, e-mails, colaboração de documentos e mensageiros instantâneos são os mais utilizados.

Para os próximos 12 meses, no entanto, as prioridades estão alinhadas: tanto pequenas quanto médias deverão priorizar a melhora da experiência para retenção de clientes (61% e 47%, respectivamente) e o lançamento de novos produtos ou serviços (49% e 35%).

A pesquisa foi realizada no primeiro semestre de 2016 pela AMI Partners a pedido da Intel Brasil. Foram entrevistados 251 tomadores de decisão de pequenas (média de cinco funcionários e quatro PCs) e médias (média de 287 funcionários e 144 PCs) empresas brasileiras de setores como agronegócio, finanças, manufatura, serviços, varejo, educação, saúde, turismo e entretenimento.