Mercado de computação em nuvem é pauta central no AWS Summit 2015 São Paulo

Por Bruno Borin | 29 de Maio de 2015 às 16h11

Que a computação em nuvem é a menina dos olhos do mercado de tecnologia está cada vez mais claro. Prova disso foi a pesquisa desenvolvida pela Adaptive Insights, que apontou o serviço como uma das principais prioridades de CFOs de grandes empresas. O CTO da norte-americana Progress, Mike Ormerod, também defende a ideia de que em alguns anos a nuvem se tornará tão onipresente que seu conceito não fará mais sentido. Seguindo esta linha, a computação em nuvem colocou-se como pauta da vez nesta quarta-feira, 28, durante o AWS Summit 2015, que aconteceu no Expo Transamérica, em São Paulo.

Promovido pelo braço de computação remota da Amazon, o Amazon Web Services, o evento teve como objetivo a discussão das tendências da nuvem e do mercado, assim como a aproximação entre clientes e a empresa — que fornece soluções de computação em nuvem de diversos tipos. Ao longo do dia aconteceram diversas sessões técnicas e networking entre os players do mercado e interessados em geral. E, para abrir o evento e discutir o panorama do mercado, a vice-presidente de setor público da AWS, Teresa Carlson, apresentou alguns dados e cases famosos para o público.

Analisando as tendências das empresas e do próprio mercado de tecnologia, a executiva pontuou que o fenômeno da computação em nuvem começou com as startups, que constroem seus negócios desde o início já na nuvem. "As startups e os desenvolvedores individuais são o cerne do nosso negócio", afirmou Teresa. Hoje a AWS conta com mais de um milhão de clientes consumindo seus serviços em 190 países.

Mas o mercado está mudando: além de startups que acabaram se tornando grandes empresas — como é o caso da Netflix —, players mais tradicionais também estão se mobilizando e migrando para a nuvem nos últimos tempos. Isto acontece pois, abrindo mão de um servidor físico, é possível falhar e se recuperar de forma muito mais rápida, agilizando também a tomada de decisões. Mas hoje o cenário se ampliou: de acordo com Teresa, a velocidade não é só para as startups, pois todas as empresas e clientes individuais também querem agilizar seus processos. "Quem quiser ser competitivo precisa de velocidade e sucesso. E estas são características da nuvem", afirmou a executiva.

Um dos principais diferenciais entre a nuvem e o data center e servidores físicos é a possibilidade de efetuar testes de maneira fácil e gratuita. Poder encontrar e corrigir falhas muito mais rapidamente faz com que as empresas tomem decisões em tempo real, chegando ao resultado adequado de forma mais eficiente. De acordo com Teresa, a possibilidade de se errar de forma rápida para se recuperar e aprender com os erros torna a computação em cloud muito mais interessante para as empresas. "Não existe algoritmo de compressão de experiência. É preciso aprender para melhorar e ficar mais ágil. E este aprendizado muitas vezes vem com as falhas", afirmou.

A consequência desta agilidade no processo é justamente a rapidez no crescimento dos serviços: a AWS foi considerada a empresa de TI que mais cresceu no mundo nos últimos tempos. E as empresas baseadas em cloud também apresentam crescimento contínuo, como é o caso do aplicativo de relacionamentos Tinder, que nasceu na nuvem, e de outras empresas que migraram gradualmente, como a Netflix e as brasileiras Magazine Luiza, Hotel Urbano, Totvs, Instituto Sírio Libanês, Conam e Smiles, que tiveram seus cases apresentados no evento.

De acordo com Teresa, outro ponto importante é a abordagem personalizável que a nuvem permite, graças à possibilidade de se processar uma grande quantidade de dados em um tempo viável. "Se o seu design é único e complexo, você precisa de ferramentas únicas e complexas para atendê-lo", afirma. Desta maneira, a própria AWS desenvolve seus serviços de acordo com as necessidades dos clientes.

A última ferramenta anunciada foi a Amazon EC2 Container Service, disponível para todos os clientes e que atende demandas como custo menor e facilidade para adaptar e atualizar. "Não adianta oferecer recursos que as pessoas não podem usar", afirmou Teresa, pontuando que é necessário pensar no público-alvo na hora de desenvolver seus serviços. A executiva ainda analisou a TI híbrida, comentando que faz parte da jornada, mas não é o destino final: "temos que fornecer as ferramentas para passar o físico para a nuvem".

Para concluir sua apresentação, Teresa ainda apresentou a campanha #smartisbeautiful, que visa despertar o interesse e envolver jovens mulheres com o mercado de TI e faz parte do programa mundial AWS Educate, destinado a educar e treinar pessoas a respeito da nuvem. A executiva também convocou todos a participarem da nuvem, criando uma plataforma cada vez melhor baseada na experiência dos usuários. "A nuvem não é mais descartável, ela faz parte não só das estratégias de startups, mas também de grandes empresas e mercados complicados como o setor público. Hoje, a nuvem é o novo normal", decretou.

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