Google anuncia expansão de Cloud Platform e inclui nova região no Brasil

Por Rafael Romer | 29 de Setembro de 2016 às 17h14

O Google anunciou nesta quinta-feira (29) a expansão de sua oferta de nuvem pública Google Cloud Platform com o lançamento de oito novas "regiões" ao redor do mundo, incluindo São Paulo.

A nova zona será operada a partir da infraestrutura de parceiros, que não foram revelados pela companhia, e deve começar a ser disponibilizada a partir do ano que vem. Além de São Paulo, novas regiões serão abertas também em Londres, Frankfurt, Finlândia, Mumbai, Singapura, Sydney e na Virgínia do Norte, nos Estados Unidos.

De acordo com Fábio Andreotti, líder de Google Cloud Platform para a América Latina, a zona brasileira foi motivada pela demanda de alguns clientes por mais velocidade e menor latência na transferência de dados dentro da região. No total, serão três novas zonas de disponibilidade no pais, que permitirão que clientes construam ambientes com redundância, mas velocidade de fluxo de dados e reduções de latência entre 30% e 80%.

As novas regiões reforçam a estratégia do Google na briga pelo mercado de nuvem pública com as gigantes Amazon e Microsoft. Até 2020, a empresa espera que sua receita de nuvem ultrapasse a receita de anúncios e tem investido pesado para atingir a meta. Só no ano passado foram US$ 9,9 bilhões investidos em infraestrutura, incluindo projetos como os dois cabos de fibra ótica que a companhia instala hoje no Brasil, o Monet e o Júnior.

"São sinais claros da seriedade de que estamos entrando nesse mercado", comentou Andreotti. "Hoje o Google tem uma divisão de negócios de nuvem, com toda uma estrutura que vai trazer cada vez mais peso para esse negócio dentro da organização".

Para ganhar espaço frente aos competidores, a empresa aposta na junção da infraestrutura como serviço (IaaS) com suas ofertas de APIs e ferramentas para análise de dados, machine learning e colaboração em nuvem - como os aplicativos Gmail, Docs, Sheets e Drive.

Esses apps, aliás, também a partir de hoje deixam de ser conhecidos como "Apps for Work" e passam a fazer parte da "G Suite", uma parte integrante do novo guarda-chuva único do "Google Cloud", divisão que englobará agora as ofertas de produtividade, além da Google Cloud Platform, dos Chromebooks e dos serviços enterprise mobile da empresa.

"A gente quer se destacar do mundo consumer", comentou Alessandro Leal, Country Manager da G Suite no Brasil. "O Google é mais que uma coletânea de produtos individuais, o que nós oferecemos é uma suite de produtos. Se o cliente quiser a maximização de produtividade, cada uma das soluções dentro da suíte tem um objetivo e elas se complementam"

Durante seu evento Horizon, realizado também nesta quinta nos Estados Unidos, a companhia anunciou ainda o lançamento da data warehouse de nuvem BigQuery 2.0, que permitirá que empresas se concentrarem na compreensão de informações e não no gerenciamento de infraestrutura. A expectativa é trazer análises de volumes de dados até 5 vezes mais rápidos do que em plataformas tradicionais.

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