Brasil é um dos países que mais oferece infraestrutura para computação na nuvem

Por Redação | 13 de Outubro de 2015 às 17h27

A Huawei divulgou nesta sexta-feira (9) dados inéditos do desempenho do Brasil no seu estudo Global Connectivity Index 2015 (o GCI, sigla em inglês para Índice Global de Conectividade), relatório que fornece indicadores para medir, analisar e projetar o impacto das TICs (tecnologias da informação e comunicação) no processo de transformação das nações para a economia digital.

Em termos de conectividade, o Brasil está no topo do grupo denominado "seguidor" no ranking global, ocupando a 26ª posição, e se apresenta como um dos líderes no bloco dos países em desenvolvimento, com o 6º lugar. Na América Latina, está atrás apenas do Chile (20ª posição no ranking global) e está em terceiro no BRICS, atrás da China (23º) e da Rússia (25º).

Os países em desenvolvimento – tendo o Brasil, China, Chile e Emirados Árabes liderando este grupo no GCI – têm diminuído a distância em relação aos países desenvolvidos em termos de oferta de conectividade. Entretanto, os mercados em desenvolvimento ainda estão atrás das economias maduras quando se trata de demanda de conectividade e experiência.

Entre os países em desenvolvimento, o Brasil ocupa a oitava colocação em penetração de banda larga móvel, liderando o grupo. A expectativa é que o país avance nas próximas edições do GCI após o lançamento do Plano Nacional de Banda Larga, promovido pelo Governo Federal. Por outro lado, em relação à acessibilidade de banda larga, especialmente a móvel, o Brasil ocupa as últimas colocações, em 39ª posição mundial.

"Entendemos que é preciso estimular o investimento na construção de uma infraestrutura robusta de TIC e na adoção de tecnologias inovadoras para acelerar a transformação digital e, consequentemente, promover avanços socioeconômicos”, afirma Jason Zhao, CEO em exercício da Huawei.

Cloud e Data Centers

Outra informação constatada pelo levantamento mostra que, apesar de uma ampla quantidade de fornecedores de computação em nuvem no Brasil e um alto potencial de crescimento nesse setor, percebe-se que a migração de indústrias tradicionais para a plataforma em nuvem ainda enfrenta dificuldades, com um índice de apenas 1 entre 5 possíveis.

Os Data Centers são a base para os avanços esperados em TIC e são catalizadores para a adesão generalizada de computação em nuvem, Big Data e Internet das Coisas (IoT). O GCI mostra que o Brasil ultrapassou a maioria dos países em desenvolvimento na adoção de banda larga e Data Centers, mas se mantém muito atrás dos países desenvolvidos, onde o investimento em Data Centers é três vezes maior do que o de países em desenvolvimento e duas vezes maior do que o Brasil.

O GCI da Huawei revelou ainda que o número de servidores existentes nos países desenvolvidos é 2,5 vezes maior do que no Brasil, enquanto os serviços de Gestão de Data Centers é 2 vezes maior, o que indica o grande potencial de crescimento de Data Centers no País.

Ranking geral

Os Estados Unidos estão em primeiro no ranking entre os países pesquisados, graças à força de fornecimento e demanda para serviços de TIC, além do avançado estado de implementação dos serviços. Em segundo lugar aparece a Suécia, seguida por Singapura, Suíça e o Reino Unido.

A pesquisa aponta que o investimento em TIC está relacionado ao PIB, sendo que um aumento de 20% em TIC gera um incremento de 1% no PIB de um País, ou seja, a adoção de TIC tornou-se fundamental para se alcançar uma economia digital. Ele também identifica cinco habilitadores da transformação digital: data centers, serviços em nuvem, Big Data, banda larga e a Internet das Coisas. Estas tecnologias representam os objetivos que os interessados devem priorizar a fim de transformar mais eficientemente suas economias para a era digital.

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