Alibaba quer ultrapassar Amazon em computação em nuvem em até 4 anos

Por Redação | 24 de Julho de 2015 às 16h48

A Alibaba, companhia chinesa especializada no comércio eletrônico, está aumentando seu investimento em centros de dados no exterior, em uma tentativa de concorrer diretamente com a Amazon como rival na computação em nuvem, uma área que atualmente representa apenas uma pequena fração da receita total do grupo.

A Aliyun, unidade de computação em nuvem da Alibaba, estabelecerá vários novos centros de dados nos países asiáticos, como Japão, Índia, Oriente Médio e Europa ao longo dos próximos 18 meses. As informações foram do presidente da Aliyun, Simon Hu. Apesar de revelar os planos futuros da companhia neste segmento, Hu não mostrou números precisos sobre os novos investimentos.

"O negócio de nuvem será um setor muito importante para a Alibaba", declarou Hu em Pequim. "Temos esperança de igualar ou mesmo superar a Amazon em três a quatro anos".

O objetivo da companhia chinesa parece bem otimista levando em consideração que a Amazon é uma das principais empresas do segmento de computação em nuvem no planeta. Através do Amazon Web Services, a companhia norte-americana atraiu US$ 1,57 bilhão somente no primeiro trimestre de 2015, mantendo o ritmo certo para alcançar as estimativas dos analistas de US$ 6 bilhões de receita anual.

Os serviços oferecidos tanto pela Amazon, por meio da Amazon Web Services, quanto pela Alibaba, através do Aliyun, ajudam as empresas a armazenarem dados em servidores remotos, oferecendo segurança e gerenciamento necessário.

O negócio de computação em nuvem é uma das principais estratégias de crescimento da Alibaba ao longo da próxima década. Por isso, a empresa não deve poupar investimentos no setor e expandir o mercado do Aliyun. Atualmente, a empresa conta com a Rovio Entertainment, criadora do jogo Angry Birds, como uma de suas principais clientes no segmento de cloud computing.

O Aliyun colabora com cerca de 200 empresas parceiras em serviços de computação em nuvem e gerenciamento de dados, mas espera crescer este número para 2.000 em 2018, afirmou Hu.

Os dados do último trimestre do Alibaba mostraram que sua receita em cloud computing ficou em torno de US$ 63 milhões, um aumento de 82% em relação ao mesmo período do ano passado.

O presidente também declarou que a proteção dos dados do Aliyun é um dos pontos fortes do serviço. Segundo ele, os clientes podem ter a certeza de "propriedade absoluta" dos seus dados, acrescentando que o Aliyun não manipula ou transfere seus dados fora da nuvem.

Inclusive, o Aliyun analisa mais de 100 terabytes de informações diárias para verificar alguma ameaça de segurança em seus servidores. Apesar de afirmar que a empresa é transparente quanto a proteção e segurança dos dados de seus clientes, Hu não respondeu à delicada questão sobre os pedidos de dados realizados pelo governo chinês.

No mês passado, a Alibaba assinou um acordo com sete empresas para usar seus centros de dados e oferecer serviços em nuvem no exterior. As empresas fazem parte do Programa de Aliança de Mercado (MAP) e incluem a Intel, a Equinix e a Hong Kong Telecommunication.

Outra empresa que também se tornou parceira recente do Alibaba é a Meraas Holding, que trabalhará na construção de um centro de tecnologia, incluindo um centro de dados, em Dubai, aumentando a influência do emirado na região. Essa parceria dá ao Alibaba uma vantagem na região comparado aos rivais americanos Amazon, Microsoft e Google, que pouco têm trabalhado na região.

Fonte: Business Insider

Fonte: http://www.businessinsider.com/alibaba-is-going-after-amazons-7-billion-cloud-computing-business-2015-7

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