A hora e a vez da nuvem híbrida nas corporações

Por Colaborador externo | 27 de Abril de 2015 às 14h45

Por Luiz Caloi*

Como diz o velho ditado, depois da tempestade vem a bonança. A citação de origem popular pode ser inserida facilmente no atual momento em que vive o mercado de Cloud Computing. Após a fase de evangelização, o conceito de nuvem começa a ganhar corpo nas estratégias de TI das empresas. A recente pesquisa da consultoria Frost & Sullivan, realizada com 313 companhias no Brasil, ilustra bem o cenário aquecido que o segmento vivencia. Segundo o levantamento, cerca de 41% das empresas brasileiras investem atualmente em algum modelo de nuvem e 42% pretendem investir até o final de 2015.

A pesquisa, de fato, reflete uma realidade muito aguardada pelos provedores de serviços de Data Center, que é o interesse crescente do mercado pela nuvem. Neste processo de amadurecimento, vemos que os gestores de TI passaram a demandar modelos diferenciados de nuvem, mas que juntas, se tornam muito atrativas.

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Enquanto há uma fatia que avalia questões como economia por meio da cloud pública, há outra que busca mais segurança e customização em nuvens privadas, além de um terceiro grupo que já está maduro para unir as duas opções. É nesta interseção que o modelo híbrido tem tudo para ganha força no mundo corporativo e ser um dos alavancadores do mercado de nuvem no País.

E não acredito que tenha sido a crise econômica, que passou a ditar algumas regras nas organizações, como a redução de custos, por exemplo, a principal alavancadora para este movimento. A maturidade para a adesão à nuvem é que chegou. A competitividade provida pela escalabilidade, a agilidade e a performance, além dos custos, sim, passaram a ser percebidos pelas companhias como vantagens para o atendimento da demanda de seus negócios. A tônica agora é outra: a indagação do momento recai sobre o que vai para a nuvem privada e o que deve se dirigir para a pública.

Informações que requerem preocupações com segurança e privacidade têm sido as escolhidas para um ambiente privado, mesmo que este modelo exija investimentos maiores. Enquanto isso, dados transacionais, que geram muito volume e de maneira sazonal, estão sendo direcionados para um ambiente público. E é nesta flexibilidade de estruturas que as empresas passam a ver as vantagens de seguir o caminho da nuvem.

Enfim, o que podemos perceber é que a computação em nuvem híbrida é uma estratégia muito efetiva para as médias e grandes empresas que precisam de agilidade e escalabilidade para o atendimento de seu negócio, sem deixar de contar com a segurança e a privacidade de suas informações. E, em meio às necessidades das empresas de se tornarem cada vez mais competitivas, eis que agora é a hora de embarcar na nuvem!

*Luiz Caloi é diretor de Data Center & Cloud Computing da Sonda IT, maior integradora latino-americana de Tecnologia da Informação.

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