Suíça terá ‘nuvem local’ blindada contra espionagem internacional

Por Redação | 05 de Novembro de 2013 às 09h20

O Globo informou que a Suíça está montando sua própria estrutura de servidores em nuvem. Os suíços tomaram essa atitude devido às denúncias de espionagem virtual que colocaram em dúvida a garantia de privacidade em serviços hospedados por empresas americanas.

A Swisscom, estatal de telecomunicações, elaborou uma “nuvem suíça” de transmissão e armazenamento de dados que seria independente dos provedores de tecnologia americana, o a torna mais segura e limitada pelas leis locais.

As informações foram ditas por Andreas Koening, chefe de Tecnologia da Informação da Swisscom, à agência Reuters.

A Swisscom ofereceria serviços semelhantes ao Dropbox, webmails e demais recursos comuns da nuvem, porém sob as leis suíças, que são mais rígidas que as americanas.

Apesar das denúncias contra a Agênca Nacional de Segurança (NSA) sobre espionagem, Koening afirma que a sua decisão não tem ligação com esse caso. Para o executivo, aumentar o dinamismo e reduzir custos foram os principais motivos para a elaboração do projeto. Koening também admite que, com leis mais restritas, a tecnologia nacional pode contribuir para garantir a privacidade de dados. A Suíça tem uma antiga tradição sobre proteção de dados e privacidade. Por esse motivo é difícil ter acesso a alguma informação no país.

A legislação na Suíça exige um requerimento formal, por meio de um promotor, para que se possa obter informações e isso restringe o acesso a dados pessoais. Já nos Estados Unidos existem duas leis que permitem a obtenção de dados em massa pelas agências de inteligência a fim de combater o terrorismo.

No momento, a Swisscom está focando no desenvolvimento para clientes locais, mas espera que, no futuro, isso seja disponibilizado para outras empresas e pessoas de outras localidades. O executivo não revela os valores investidos, mas diz que seu objetivo até 2016 é ter 70% de sua estrutura de TI na nuvem suíça. Essas informações equivalem a 300 petabytes de dados.

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