Reflexões sobre Cloud Computing

Por Colaborador externo | 07.03.2014 às 12:40

Por Pedro Rodrigues*

Transições, por definição, são complicadas. Na natureza, uma transição pode demorar milhares de anos e extinguir um ecossistema, um organismo ou até mesmo uma espécie. Hoje o mercado de Tecnologia da Informação passa por uma das suas maiores transições desde a era dos mainframes para plataforma baixa. Pela primeira vez, uma revolução ocorreu da empresa para fora, com tecnologias como banda larga e smartphones democratizando o acesso à informação e trazendo novos paradigmas.

Um dos maiores tentáculos desta "revolução do usuário" é o advento da computação na nuvem, a Cloud Computing. Serviços que antes só estavam disponíveis para grandes corporações, agora estão disponíveis a pequenas e médias empresas, profissionais liberais e consumidores finais a preços competitivos.

Agora, uma pequena empresa pode ter um servidor que execute a última versão do mais poderoso software de e-mail, permitindo que um grupo de funcionários possa acessar facilmente documentos, compromissos e arquivos por meio de qualquer dispositivo conectado à Internet.

Para se adaptar a essa nova realidade, o profissional de TI precisa mudar a forma com que encara as demandas. Para ele, não importa mais qual software é usado e nem onde é encontrado, se em nuvem ou em um sistema local - o que interessa mesmo são os dados. Seguindo dessa forma, os serviços ficarão melhores e mais ágeis, possibilitando que a TI controle todo o processo de segurança da informação, não importando o método de acesso do usuário, seja por smartphones, tablets, serviços web ou aplicativos desktop. Assim, a Tecnologia da Informação ajudará a área de negócios a enfrentar os novos desafios do mercado.

Em curto prazo, alguns mercados podem não adotar a computação em nuvem. Setores onde a informação é altamente sigilosa, como o mercado financeiro e agências de segurança, tendem a não usar o Cloud Computing. Para esses mercados, a nuvem traz muito mais dúvidas e incertezas do que facilidades. No entanto, essas empresas podem fazer uso de uma “rede privada”, ou “private cloud”, que é uma rede segura, gerenciada pela área de TI e sem acesso à Internet pública. No mercado, inclusive, já são encontradas iniciativas neste sentido.

Na era do usuário como Rei, a TI precisa mostrar que está pronta para as batalhas que surgirão.

* Pedro Rodrigues é profissional de TI da Stone Age