Mercado de computação na nuvem no Brasil está mais maduro, diz estudo

Por Redação | 02.09.2013 às 17:25

Não são apenas as grandes empresas que estão investindo em serviços baseados na nuvem. No médio prazo, 45% da receita com esses serviços serão provenientes do segmento de Pequenas e Média Empresas (PMEs), segundo estudo da Frost & Sullivan em parceria com a SAP.

O estudo avaliou a maturidade da adoção de computação em nuvem no mercado brasileiro ao longo do ano de 2012 e concluiu que as PMEs estão buscando consolidar ofertas diferenciadas e tornarem-se competitivas para competir com as grandes empresas com disponibilidade e escalabilidade, ainda mantendo custos baixos.

O cenário é bastante otimista para o futuro no mercado brasileiro. Por enquanto apenas 23% das empresas entrevistadas haviam implementado ou estavam em processo de implementação de alguma solução na nuvem, mas outras 38,8% possuíam algum projeto piloto ou estudavam a possibilidade de adotar esse tipo de serviço.

É claro que nem tudo são flores. Muitas empresas ainda alimentam dúvidas e desconfiança na adoção da tecnologia. A questão da segurança, por exemplo, foi citada como inibidor por 69% das empresas entrevistadas.

Veja abaixo uma lista dos principais fatores levados em consideração pelas empresas brasileiras na hora de adotar um provedor na nuvem:

  • 78% - Segurança
  • 46% - Preço
  • 42% - Referência do prestador de serviço no mercado
  • 36% - Infraestrutura tecnológica
  • 26% - Parceiros tecnológicos
  • 18% - Portfólio de serviços
  • 18% - Marca
  • 14% - Presença local
  • 14% - Experiência
  • 6% - Outros

Cerca de 61% das empresas brasileiras optaram pela nuvem privada e apenas 22% por nuvem pública. A grande maioria preferiu o "Software como Serviço" (SaaS), que tem penetração de 88% entre os que já adotaram uma solução na nuvem. A Infraestrutura como Serviço (IaaS) e a Plataforma como Serviço (PaaS) correm atrás, com 42% e 39% de penetração, respectivamente.