Marketing Digital e Cloud Computing na prática

Por Maurício Cascão | 27 de Fevereiro de 2015 às 10h00

Muito se fala sobre o cloud computing, seus benefícios e atributos, mas pouco leio sobre seus casos práticos. Vamos falar então sobre o uso típico que uma agência digital faz dessa tecnologia.

Vou abordar dois cenários. O primeiro, mais abrangente, mostra a agência se beneficiando do cloud para atender suas necessidades internas. Esse caso se aplica a qualquer empresa de médio porte que não seja especializada em tecnologia, mas que precise dela no seu dia a dia (por isso decide terceirizar sua TI migrando para um provedor). Na segunda parte, falaremos do uso específico para o atendimento das demandas de seus clientes.

Uma agência digital de médio porte, antenada, usa o cloud tipicamente para uma ou mais das opções a seguir: para hospedagem do seu ERP, centralizando no cloud as informações financeiras e de controle do seu negócio; para armazenar propostas, apresentações, campanhas e projetos de seus clientes (ambiente conhecido como file server); para hospedar uma ferramenta de gerenciamento de projetos em Software as a Service (SaaS) usada em ambiente compartilhado pelos times de criação, atendimento, mídia e produção; em treinamentos; e obviamente no email.

Os benefícios de tirar todas estas ferramentas de dentro de casa, migrando para uma estrutura em nuvem são vários, destaco: mobilidade no acesso - qualquer colaborador pode acessar informações relevantes sem ter que estar fisicamente no escritório; segurança física dos dados ao migrá-los para um provedor competente - ficam em datacenters profissionais certificados, com acesso restrito e infraestrutura de ponta, garantido alta disponibilidade e possibilidade de contratar serviços de backup e redundância para armazenamento; além de tempo para focar no seu negócio.

Para o atendimento das necessidades de seus clientes, as agências digitais se beneficiam do cloud em pelo menos dois casos: para hospedagem de hotsites, suportando campanhas; e na hospedagem de aplicações, desenvolvidas para seus clientes, operadas pela agência, ou disponibilizadas por webservices.

Em ambos os casos, características do cloud como elasticidade, que permite o crescimento da capacidade de processamento de forma automatizada para absorver picos de demanda durante as campanhas, são essenciais. Por exemplo, no caso de uma campanha de TV, a cada “chamada” espera-se um crescimento exponencial do consumo de banda e recursos computacionais, que somente uma arquitetura bem montada em cloud, com escalabilidade horizontal e vertical, pode absorver.

Outro aspecto muito valorizado nesse mercado é a velocidade na contratação da infraestrutura. A dinâmica da propaganda e do mercado exige uma TI que responda muito rapidamente a demandas por infraestrutura, para um novo projeto que o cliente acaba de aprovar.

Toda empresa precisa de TI para aumentar sua produtividade, mas o ônus de ter que administrar essa complexidade não cabe no bolso da maior parte delas, por isso o modelo de terceirização em cloud cresce a taxas de dois dígitos por ano, e deve crescer mais forte ainda no Brasil nos próximos anos. Por ser um conceito baseado em software, permite a criação de servidores virtuais em prazos imbatíveis quando comparado a compra, entrega, comissão e ativação de servidores físicos.

Cada vez mais o marketing digital abocanha mercado na preferência dos anunciantes, por ser mais rápido, mensurável e barato que do que as mídias tradicionais. As empresas vêm orientando seus investimentos para ações de comunicação, usando a internet para divulgar e comercializar seus produtos, conquistar novos clientes e melhorar sua rede de relacionamentos. Em resumo, esse marketing digital agressivo que conhecemos hoje - que suporta o crescimento dos serviços âncora da internet, os mecanismos de busca e as redes sociais - não existiria sem o cloud.

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