Especialista prevê que armazenamento na nuvem pode ficar gratuito já em 2015

Por Redação | 07 de Abril de 2014 às 20h15

A competição entre Google, Microsoft e Amazon ganha cada vez mais proporções. Após lutarem em terrenos mobile, as empresas agora se degladiam no campo do armazenamento na nuvem. Sempre que uma das companhias resolve baixar os preços de suas soluções para ganhar novos clientes, as outras rapidamente fazem o mesmo de forma a se manterem competitivas. E isso, para o especialista Vineet Jain, logo irá levar os valores de cloud computing a zero.

Em um artigo publicado no site Venture Beat, o CEO e cofundador da Egnyte prevê que os valores para compra de espaço na nuvem para armazenamento de arquivos serão zerados em 2015, mais precisamente, nos próximos 12 a 18 meses. Para ele, não existe outro caminho a seguir e, no momento em que uma das empresas reduzir os valores a tal ponto, todas as outras a seguirão, tornando o serviço efetivamente gratuito.

Aos poucos, porém, as companhias começam a investir em outras fontes de monetização. No caso do usuário comum, por exemplo, trata-se de conquistar o maior número possível para a exibição de publicidade ou estratégias de conteúdo com parceiros. Mas o caminho mais fácil, segundo Jain, está no mercado corporativo.

Ele explica que, por mais que a maioria das empresas esteja de olho nos gastos e seja pouco disposta a gastar mais onde não é preciso, poucas querem economizar dinheiro em detrimento da segurança. E, sendo assim, as soluções embarcadas junto com o armazenamento nas nuvens, bem como as camadas de proteção inseridas aí, acabam se tornando o caminho a seguir.

É justamente por isso que boa parte das gigantes do cloud computing dá muito mais atenção ao mercado corporativo do que ao usuário comum. Afinal de contas, é lá que estão as necessidades por maior sofisticação no manejo dos dados e a disposição de investir mais dinheiro para garantir que os arquivos hospedados remotamente estejam protegidos.

Baseado nisso, ele faz mais uma previsão: quem tem como objetivo apenas usuários finais vai desaparecer bem em breve, principalmente no caso de companhias menores, com poucos serviços. Para Jain, a mina de ouro está no segmento empresarial, e pequenas empresas que servem apenas usuários comuns não encontrarão fontes de renda sustentáveis no futuro próximo. São dois caminhos: abandonar o mercado ou investir forte no corporativo.

Apesar desse tipo de pensamento, ele destaca que não existirá uma solução única que agradará a esses dois nichos. E o espaço para soluções empresariais é grande o bastante para que duas ou mais empresas, com soluções distintas, possam prosperar. Mas, de maneira geral, é preciso que todas se mexam rapidamente para não perder esse trem que já está deixando a estação.

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