Empresas de médio porte no Brasil têm maior penetração no cloud computing

Por Redação | 18 de Novembro de 2014 às 14h27

A empresa americana Dell divulgou os resultados da primeira edição do Global Technology Adoption Index (Índice Global de Adoção de Tecnologia, em português), que foi responsável por mapear como as companhias de médio porte de todo o mundo têm se comportado com o uso de cloud computing, mobilidade, Big Data e segurança. A pesquisa realizou a entrevista com mais de 2 mil líderes de TI em 11 países, incluindo o Brasil.

O estudo constatou algo bastante relevante nas médias empresas brasileiras sobre o uso da computação em nuvem. De acordo com o índice, 90% das médias corporações no Brasil afirmam ter algum tipo de aplicação em cloud computing. Com tal número, o país, juntamente com o México, apresenta-se como o mercado com maior penetração dessa tecnologia, contra 79% da média mundial. No levantamento ainda é possível afirmar que 9% das empresas brasileiras afirmam estar estudando o uso da nuvem e apenas 1% não consideram projetos nessa área.

Os líderes de TI do Brasil que foram entrevistados pelo GTAI, ao serem abordados sobre o tema cloud computing, despontam como os mais otimistas em relação à confiabilidade dos serviços. No Brasil, 78% das empresas se disseram bastante confiantes com relação à segurança dos dados armazenados na nuvem, contra uma média de 60% em todo mundo, 53% na Europa e Ásia Pacífico e 63% na América do Norte.

De acordo com Luis Gonçalves, Diretor Geral da Dell Brasil, os dados da pesquisa confirmam que empresas que investem fortemente na oferta de soluções que atendem ambientes de nuvem pública, privada e híbrida, por meio de arquiteturas abertas e parcerias com fornecedores de serviços, hardware e software, estão no caminho certo. "A partir desse estudo também conseguimos identificar importantes tendências de uso de tecnologia no Brasil e no mundo, que vão nos ajudar a ajustar ainda mais nossas estratégias e ofertas às reais demandas das médias empresas, que são um importante foco de atuação da Dell", afirma o diretor.

Já em relação ao impacto do uso de aparelhos móveis nas médias empresas, a pesquisa identificou que, no Brasil, cerca de 43% dos entrevistados afirmaram ter uma estratégia para lidar com a mobilidade, direcionada e alinhada com os objetivos de negócio. Outros 36% são orientados por demandas pontuais, sem objetivos claros, e 21% não possuem nenhuma estratégia formal.

O GTAI também mapeou que, entre as médias empresas no Brasil, há uma grande incidência no uso de aparelhos móveis pessoais. Questionados sobre a porcentagem de equipamentos de propriedade da empresa que acessam a rede corporativa, os entrevistados brasileiros afirmaram que 59% são laptops, 46% são smartphones e 44% são tablets. No mundo, esses números não são muito diferentes, com 65% dos laptops, 48% dos smartphones e 47% dos tablets.

Segundo Luis Gonçalves, a empresa "acredita que, cada vez mais, os funcionários vão ter a liberdade de escolher o dispositivo de acesso à rede corporativa, estimulando a tendência de Bring Your Own Device (BYOD), na qual as empresas permitem que os profissionais utilizem equipamentos pessoais no trabalho".

Ele ainda pontua sobre a necessidade de companhias de TI ajudarem as instituições a lidarem com o tema da mobilidade. De acordo com o executivo, é preciso investir em "dispositivos móveis com funcionalidades e layout que atendam às demandas dos usuários", mas por outro lado, oferecer soluções e recursos voltados a permitir que a TI gerencie o uso e a segurança de todos os dispositivos na rede da empresa.

A pesquisa identificou que apenas 28% das empresas de médio porte no Brasil têm políticas de BYOD, contra uma média mundial de 32%. Cerca de 36% apresentam regras informais e 38% delas não criaram nenhuma política ligada ao tema. Os projetos de Big Data também foram avaliados na pesquisa realizada pela Dell, que mostrou que 51% das médias empresas no Brasil afirmam ter capacidade para analisar grandes volumes de dados. O país apresenta a terceira menor porcentagem entre os mercados consultados, só à frente da França, com 45%, e do Japão, com 49%.

Das companhias brasileiras entrevistadas, quando questionadas sobre como elas têm lidado com as soluções de Big Data, 54% citaram que ainda não têm certeza sobre como tratar o tema e apenas 31% delas entendem os benefícios reais e já estão trabalhando com tais soluções. Outros 15% não consideram os projetos do tema relevantes para os seus negócios.

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