Computação em nuvem, uma transição necessária

Por Colaborador externo | 12.08.2013 às 09:25

Por FJ Gould*

A nuvem deixou para trás a sua “adolescência” para se tornar uma prática madura de TI, que evolui rapidamente em escala global e que apresenta uma força particularmente grande na América Latina. A “computação em nuvem” é considerada a principal descoberta que revolucionou a área de TI nesta década e é definida por especialistas como “o fornecimento dinâmico de ferramentas como hardware, software ou serviços pertencentes a terceiros por meio da Internet” – conhecida como nuvem. Atualmente, computação em nuvem é um modelo comprovado para realização de negócios, o qual já é utilizado por milhares de empresas e organizações de qualquer segmento e de todos os portes.

Em praticamente todas as regiões do mundo a computação em nuvem é considerada uma etapa do avanço tecnológico que melhora a produtividade e o desempenho dos negócios. Essa tecnologia tem prosperado porque a nuvem é uma plataforma que não exige uma curva de aprendizagem complexa para o usuário e oferece facilidades para o acesso a recursos de hardware e software. Além disso, é um modelo de prestação de serviços, de negócios e tecnologia, a partir do qual é possível acessar uma série de recursos padronizados. As nuvens – sejam privadas, públicas ou híbridas – são baseadas em tecnologias capazes de oferecer um ótimo desempenho.

Na América Latina são muitas as empresas de diversos setores que apostam em seus benefícios. Nos últimos anos nossa região tem apresentado um grande desenvolvimento no setor de Tecnologia da Informação, alcançando uma clara posição de liderança. Na verdade, é o setor com o mais rápido crescimento no mundo, com um ritmo 1,74 vez maior do que a média global, de acordo com Altag, que estima que a tendência de crescimento da indústria de TI será de 10,3% em 2013.

Uma das principais razões que levou muitas empresas do continente a investir na nuvem é o fato dela ser considerada um elemento de equilíbrio que ajuda a melhorar a competitividade das empresas. Segundo uma análise da Tata Consultancy Services (TCS), 39% dos softwares das grandes empresas na América Latina estão hospedados em nuvem, enquanto nos Estados Unidos este índice é de 19% e na Europa de 12% - perdendo apenas para empresas do mercado da região Ásia-Pacífico (28%), que também estão apostando na computação em nuvem.

Além disso, os países da nossa região, liderados por Brasil e Argentina, manterão seus esforços destinados à computação em nuvem no futuro, com previsões que estabelecem que as aplicações empresariais em nuvem devam crescer em torno de 18% em 2014, segundo a empresa de consultoria Forrester.

Quais são as vantagens de se implantar uma plataforma de computação em nuvem?

Até mesmo grandes organizações como a Pymes tiveram a oportunidade de aproveitar os benefícios tangíveis oferecidos pela nuvem. Devido à sua natureza, esta tecnologia pode ser integrada com maior facilidade e rapidez aos demais aplicativos corporativos das grandes empresas.

A nuvem é rápida, pois os serviços mais básicos funcionam de maneira independente. Para serviços de software e bancos de dados mais complexos, a computação em nuvem permite que pulemos a etapa de aquisição de hardware e seus respectivos gastos, motivo que a torna perfeita para a criação de novas empresas. Prover um hardware na nuvem é muito mais fácil que em um cenário de servidor físico. Quando as empresas precisam ampliar sua infraestrutura virtual, elas iniciam um processo de aquisição que, muitas vezes, pode ser bastante lento. O mesmo problema acontece com a implantação do servidor. Com um servidor em nuvem, será necessário apenas cerca de quatro minutos para o funcionamento completo.

Também é atual, já que a maioria dos provedores atualiza constantemente seu software, adicionando novas funcionalidades assim que estiverem disponíveis. A nuvem também permite uma atualização ágil porque é necessário apenas reajustar valores, sem qualquer tempo de inatividade perceptível, enquanto em um servidor físico essas mudanças podem representar alterações de hardware e longos períodos de tempo com o serviço indisponível.

É flexível, pois ela pode se adaptar rapidamente ao crescimento dos negócios ou aos picos sazonais, uma vez que o sistema em nuvem foi projetado para lidar com grandes aumentos da carga de trabalho. Isso aumenta a velocidade de resposta e reduz custos e riscos operacionais, uma vez que escala somente os recursos cuja demanda de fato aumentou, e se paga apenas pelo que realmente foi utilizado. A nuvem oferece às organizações o escalonamento de recursos computacionais, que podem ser ajustados de acordo com a demanda. Ou seja, o servidor pode aumentar ou diminuir de acordo com as necessidades do cliente, a partir de qualquer local sem restrições de horário.

É móvel, já que o sistema foi projetado para ser utilizado a distância, de modo que os funcionários da empresa tenham acesso à maioria dos sistemas de onde quer que estejam. E as informações são imediatas, já que os dados não residem em um único hardware físico. Tudo permite sua migração imediata para outro servidor, sem qualquer inconveniente, garantindo que, em caso de falha, os dados estejam sempre ao seu alcance.

E, acima de tudo, é econômica, pois o provedor oferece serviços a várias empresas, que se beneficiam do compartilhamento de uma infraestrutura moderna e complexa, além de eliminar gastos desnecessários com infraestrutura. Ao adotar um modelo de pagamento por uso, os servidores de nuvem permitem às empresas operar com software e armazenar informações em centros de dados, os quais podem ser acessados pela internet. Isso lhes permite economizar em equipamentos de apoio, reduzir os custos com pessoal, hardware e, consequentemente, economizar em eletricidade.

Por meio de serviços em nuvem as empresas podem acessar novos mercados, responder com maior rapidez as necessidades dos clientes, colaborar de forma mais eficaz para impulsionar a inovação e valor comercial e atingir um crescimento mais rápido com estratégias mais rentáveis. Por tudo isso, vale muito a pena. É uma evolução, de fato.

* FJ Gould é diretor de canais e diretor executivo de operações da VMware América Latina.