Computação em nuvem é muito usada, mas os usuários ainda sabem pouco sobre ela

Por Redação | 09 de Novembro de 2012 às 09h05

A computação em nuvem já está presente no nosso dia a dia há algum tempo, mas isso não quer dizer necessariamente que as pessoas saibam que ela está lá, ou muito menos o que exatamente ela é.

Um bom exemplo disso são os norte-americanos. Quando questionados, 97% deles afirmaram utilizar algum canal eletrônico que é baseado na nuvem, mas ao tentar explicar o que achavam sobre a tal cloud, 30% deles disseram se tratar de "algo branco e fofo".

Mas e no Brasil, a quantas anda o conhecimento da população em relação a essa solução de armazenamento? Recentemente, a Parallels entrevistou cerca de 400 empresas nacionais e descobriu que apenas 6% delas fazem uso da nuvem como infraestrutura pra seus próprios serviços.

Luis Schedel, cofundador e CTO da Websolute, diz que a maior causa de desmotivação dessas companhias em aderir à nuvem é a falta de informação sobre o quão fácil é adotar essa tecnologia. Ele também acredita que elas não estão cientes das vantagens de seu uso em comparação à montagem de estruturas de redes físicas.

Em contrapartida à opinião de Schedel, os entrevistados elegeram os seguintes motivos para não aderirem à nuvem: o preço, a vulnerabilidade e a falta de compatibilidade com a estrutura interna já existente. Na verdade, o que ainda existe é um certo preconceito devido à falta de conhecimento a respeito do serviço.

"Hoje, você contrata um servidor na nuvem a partir de R$ 69,00 mensais – valor compatível com o da prestação de um equipamento, mas sem o ônus da manutenção e da obsolescência", afirma o executivo da Websolute.

Em relação à segurança, os data centers que abrigam os servidores na nuvem possuem um índice de segurança médio de 99%, principalmente em relação a panes causadas por eventuais desastres naturais (fogo, enchentes e raios).

"O mercado de serviços na nuvem já movimenta mais de US$ 1 trilhão, mas isto é apenas o começo. A explosão dos negócios da área depende ainda de maior disseminação do conceito, principalmente entre pequenas e médias empresas. O papel de desmistificar os 'perigos' do cloud computing é nosso, de todos os provedores que estão empenhados em modificar esse atual cenário", finaliza Luís Schedel.

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