Cloud computing: nem tudo deve ir para a nuvem

Por Colaborador externo | 01 de Outubro de 2013 às 06h25

Por Mauricio Cascão*

Quando eventos e artigos dizem que migrar para a nuvem é o futuro inevitável da TI, é preciso refletir e observar algo antes: nem tudo deve ir para a cloud.

Com forte viés de terceirização, a computação em nuvem é uma excelente alternativa para algumas aplicações, como e-mail, backup, ambiente de teste e desenvolvimento e ambientes transacionais pesados. E, dessa forma, o gestor maduro de TI deve considerar seriamente cada uma delas.

E-mail: essa foi uma das primeiras aplicações a encontrar terreno fértil na cloud. Há mais de 15 anos temos uma gama de soluções de e-mail rodando em nuvem, desde ambientes open source até ambientes licenciados. No mercado nacional é possível encontrar diversas empresas provedoras, com experiência acumulada em anos de mercado e escala de milhões de clientes e caixas instalados. Além destes aspectos, destaco a conveniência em tirar o e-mail de dentro de casa, permitindo que a filtragem de malware seja feita fora das portas da empresa.

Backup: o modelo em vigor de backup em fitas, com robô, manuseadas com frequência, transportadas por empresas terceiras entre salas seguras e frequentemente afetadas por problemas mecânicos já deixou muito profissional de TI "na mão". A cloud é uma alternativa. Por que não fazer o backup pela internet, guardando seus dados em data centers terceirizados e tê-los disponíveis num clique? Cada vez mais empresas buscam a nuvem como solução de storage e backup. O volume de dados em nuvem cresce exponencialmente e armazenar dados em nuvem é mais seguro, mais rápido, mais econômico e menos trabalhoso que gerir este importante processo dentro de casa, em mídias físicas.

Ambientes de teste e desenvolvimento: qual o gestor de TI que nunca se encontrou na situação em que o responsável por desenvolvimento reclama que o ambiente de teste (muitas vezes montado com as antigas máquinas da operação) não está disponível, ou que não atende a seus requisitos e o responsável de operações reclama que não pode dar a devida atenção porque estava com problemas na operação? Por isso, levar o ambiente de teste e desenvolvimento para a nuvem é uma medida que provê recursos computacionais sob medida, na configuração exigida para os testes, contratados por período equivalente à duração do projeto, desonerando a área de operações e facilitando a vida do responsável de desenvolvimento. Outro benefício é que, ao levar esse ambiente para a nuvem, pode-se liberar capacidade computacional dentro da empresa, aliviando os sistemas de operação.

Sistemas transacionais pesados: nesse caso, falamos de portais de e-commerce, sistemas de autoatendimento ou softwares de gestão empresarial. Sistemas deste porte, acessados por usuários em mobilidade ou por clientes externos, rodando dentro de casa, terão benefício imediato ao serem migrados para uma estrutura em nuvem – como existe grande volume de acesso vindo de fora para dentro da empresa, através da internet, os links que conectam a empresa à web acabam se tornando o gargalo no acesso à aplicação. Ao migrá-la para o “centro da internet”, todos os seus usuários internos e externos se encontrarão melhor conectados a esta aplicação.

Portanto, cloud não é para tudo, mas considere seriamente as quatro oportunidades acima. Encontre o parceiro correto, conheça-o, valide suas credenciais. Você pode estar mais perto do que pensava de tirar benefícios da vanguarda da Tecnologia da Informação: a computação em nuvem.

*Mauricio Cascão é CEO da MANDIC, uma das maiores empresas brasileiras especializadas em Cloud Solutions.

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