Cisco: tráfego global de computação na nuvem vai crescer 35% até 2017

Por Redação | 16.10.2013 às 17:00

Segundo um novo estudo divulgado pelo Global Cloud Index, da Cisco Systems, o tráfego global de dados de computação em nuvem aumentará em uma taxa de crescimento de 35% entre 2012 e 2017. As informações são do Teletime.

O acesso mundial em nuvem deve crescer 4,5 vezes, de 1,2 zettabyte em 2012 para 5,3 zettabytes em 2017. Daqui a quatro anos, cerca de 17% do tráfego será alimentado por usuários finais acessando a nuvem para navegar na web, fazer streaming de vídeos, participar de sites colaborativos e usar dispositivos conectados que fazem parte da "internet de todas as coisas".

Ainda nesse período, que vai do ano passado até 2017, a Cisco projeta que 7% do tráfego de data center seja gerado por servidores impulsionados pela replicação de dados e atualizações de sistema e software. Setenta e seis por cento do tráfego em data centers vai permanecer dentro dos próprios sites. Além disso, o tráfego geral nesses servidores vai crescer três vezes e alcançar um total de 7,7 zettabytes nos próximos quatro anos.

Mundialmente, o tráfego de computação na nuvem vai aumentar de 46% do total do tráfego de data centers (98 exabytes por mês ou 1,2 zettabyte por ano) registrado em 2012 para 69% em 2017 (443 exabytes por mês ou 5,3 zettabytes por ano). Até essa data, o tráfego de nuvem global será responsável por mais de dois terços do tráfego mundial de data center.

"Pessoas de todo o mundo continuam a exigir a capacidade de acessar conteúdo pessoal, negócios e entretenimento em qualquer lugar em qualquer dispositivo, e cada transação em um ambiente de nuvem virtualizado pode causar efeitos em cascata na rede", afirma o vice-presidente sênior de marketing de produtos e soluções da Cisco, Doug Merritt.

A pesquisa da Cisco ainda aponta qual o impacto da nuvem regionalmente. Durante 2017, o Oriente Médio e a África terão a maior taxa de crescimento em tráfego em cloud computing (57% na taxa de crescimento anual composto), seguidos pela Ásia (43%) e Europa Central e Oriental (36%). Nos próximos quatro anos, a América do Norte será a responsável por gerar 1,886 zettabyte na nuvem por ano, contra 1,876 da Ásia-Pacífico e 770 exabytes da Europa Ocidental.