CEO diz que empresas menores são as novas rivais da Oracle

Por Redação | 30 de Janeiro de 2014 às 16h20
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As mudanças frequentes no mercado de serviços foram comprovadas nesta quarta-feira (29) por Larry Ellison, CEO da Oracle. Segundo ele, em palestra durante a conferência CloudWorld da empresa, os novos concorrentes da corporação não são mais os grandes players, como IBM e SAP, e sim as pequenas empresas que trabalham com computação em nuvem, mais ágeis e com facilidade de movimentação.

A declaração foi feita durante uma sessão de perguntas e respostas no evento, reportada pelo site PC World. Ellison chegou a citar algumas companhias por nome, afirmando que a Oracle está de olho em companhias de infraestrutura, como a Amazon, ou de SaaS, como a Salesforce. Ambas têm ganhado bastante espaço no mercado empresarial e contam com cada vez mais clientes.

Quando perguntado por que a Oracle começa a chegar só agora no mercado de computação em nuvem, Ellison afirmou que foi necessário um trabalho hercúleo para que a companhia se adaptasse às novas dinâmicas. De acordo com ele, a empresa começou a trabalhar com esse tipo de arquitetura há cerca de dez anos, mas como é uma fabricante de inúmeros softwares, foi preciso transformar cada um deles para fazê-los funcionar sem problemas.

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Entre as mudanças necessárias, a Oracle teve que reescrever todo o middleware Java, além de transformar seus servidores e banco de dados para deixá-los otimizados à hospedagem de aplicações que funcionam na nuvem. Na visão do CEO, esse é um trabalho que nunca tem fim, uma vez que as mudanças nesse tipo de tecnologia são frequentes e é preciso antecipar as tendências para permanecer relevante.

Por fim, Ellison enalteceu a segurança das plataformas Oracle, afirmando que nenhuma das soluções da companhia sofreu com falhas de segurança nos últimos dez anos. Nem mesmo a vigilância ostensiva da NSA, segundo o executivo, teria conseguido penetrar as barreiras colocadas pela companhia em seus serviços. Ele apontou o fato da CIA ser um dos primeiros clientes da empresa como exemplo da confiança que os usuários depositam nas suas soluções.

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