Brasil receberá nova solução de automação de storage da EMC até o final do ano

Por Rafael Romer | 12.08.2013 às 06:10
EMC

Apresentada no início deste ano, a solução de gerenciamento e automação da infra-estrutura de storage da EMC, a ViPR, deve chegar ao Brasil até o final deste ano, afirmou o Gerente de Aplicações da EMC, Rodrigo Gazzaneo (foto), ao Canaltech.

Segundo o executivo, o foco do serviço é acelerar os processos de storage de uma empresa, centralizando tudo em um único local, ao invés de demandar a configuração de servidores, redes e amazenamentos para criar um serviço. "O desafio é que, na hora de configurar um ambiente de infra-estrutura, as coisas funcionam em velocidade lenta. Você tem que instalar equipamento, configurar", exemplifica. "A resposta que a gente deu para esse problema é a automação de tarefas: você padroniza, virtualiza e automatiza".

O sistema é aberto tanto para a infra-estrutura quanto para o software de gestão de storage em nuvem do Data Center. Isso significa que o ViPR pode ser implantado por empresas que usem qualquer serviço de storage disponível hoje no mercado, mesmo que ele não pertença à EMC. O ViPR também não requer que o ambiente da empresa esteja totalmente virtualizado, apesar de, segundo Gazzaneo, aumentar "muito mais" a integração com ambientes virtualizados.

Para o executivo, o modelo de computação em nuvem ainda está evoluindo no mercado brasileiro. "Quando a gente começou a falar de nuvem há uns três anos, a gente via que precisávamos trabalhar muito o fundamento e o conceito do modelo. Hoje o conceito já está distribuído e a gente está na fase de trabalhar a estratégia", afirma.

Apesar de estar um pouco atrás de mercados como Europa e Estados Unidos, o executivo já enxerga um crescimento de nuvens privadas e públicas sendo utilizadas por empresas no Brasil, e espera que, no futuro, o modelo híbrido seja o prevalecente. Ele afirma ainda que não vê a posição do país como resultado de um "medo" das empresas de adotarem a nuvem como alternativa, mas sim como um processo de maturidade do mercado, além da barreira da infra-estrutura. "Quando você fala em Estados Unidos, ao executar uma aplicação fora do seu Data Center, você tem os mesmos desafios de segurança, restrições e controle de acesso [que no Brasil], mas eles não têm as preocupações de performance e conectividade. Lá o link é muito barato", diz.

Parte do trabalho de estímulo à infra-estrutura local de Data Centers, por exemplo, é feita pela EMC na forma de parcerias. A empresa não possui Data Centers nacionais próprios em território brasileiro, mas oferece seus serviços através de provedores de serviço locais, de empresas como Sonda e Capgemini. "É muito importante que o Brasil construa seu mercado de computação em nuvem, seu ecossistema. Os serviços públicos, as ultra-nuvens que existem pelo mundo, não vão estar 100% alinhadas com todas as regulamentações que a gente precisa para nosso ambiente".